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Administração de municípios com Software Livre

2005-01-17 23h03min




Em breve será possível gerenciar um município com software livre. Foi apresentado em Brasília, na quinta-feira passada, o projeto de Solução Integrada de Gestão municipal (SIAMWEB).

Leia mais:
http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/cnm
http://idgnow.uol.com.br/AdPor[...]C1-F225-4D2D-8870-703FAAF20003







Comentários dos leitores:


Postado por Willian Henry Gates III@200.153.xxx.xx [site] [e-mail] em 18/01/2005 08h50min:
E o que farão em órgãos publicos com sotware livre? Vão montar provedoras de internet do governo para concorrer com as particulares? Depois não aguenta a concorrencia e vem aquela de privatizar, vendendo o que é nosso para empresários estrangeiros. Esse negócio de linux, software livre, etc... pode ser até bom pra internet. Pra empresas e órgãos publicos tem que ser algo bom, robusto. Tem que ser Windows!



Postado por Anderson@201.14.xxx.xxx em 18/01/2005 08h57min:
Então explica porque a comunidade européia esta adotando software livre nos orgãos públicos.



Postado por Tonismar@200.102.xx.xxx [e-mail] em 18/01/2005 09h04min:
Existe algo estranho no comentário do Willian Henry "Gates". As palavras "bom" e "robusto" soam como o antônimo de "Windows" ou seja, impossível andarem lado a lado.

Linux for All



Postado por Anderson@201.14.xxx.xxx em 18/01/2005 09h11min:
Vou te poupar tempo e eu mesmo te explico :

Os maiores computadores governamentais usam Unix e agora estão migrando para Linux.

Pentágono compra supercomputador equipado com Linux :
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u15232.shtml

Linux esta em uso em mais da metade dos 500 supercomputadores mais rápidos do mundo. O resto usa Unix e outros sistemas derivados.

"A IBM está construindo um supercomputador para o Departamento de Energia dos EUA. Na verdade são dois clusters, o primeiro baseado em Unix AIX e o outro em Linux. Este supercomputador Linux usará 130.000 processadores e terá desempenho de 367 teraflops, DEZ vezes superior ao Earth Simulator, o atual top dos supercomputadores."



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 10h28min:
O SIAMWEB não é software livre e sim proprietário. O que a mídia tá fazendo e o noticiaslinux.com.br caiu direitinho é publicidade gratuita para um programa proprietário.






Postado por Deivison Alves Elias@10.10.xx.xxx [site] [e-mail] em 18/01/2005 10h49min:
Antonio, você tem alguma url com detalhes sobre isso que você afirma? Se isso é verdade queremos divulgar.



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 10h54min:
Gurizada alguém leu a notícia no site do CNM?
Segue um trecho...

...A criação e o desenvolvimento do SIAMWEB surgiram da necessidade das prefeituras utilizarem um conjunto de programas admnistrativos de gestão com BAIXO CUSTO e eficiência, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal, que preserva o equilíbrio das contas públicas. A gestão administrativa das soluções é dividida em quatro módulos: gestão financeira, patrimonial, tributária e de recursos humanos...
Software Livre não é software de graça não esqueçamos disto.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 10h55min:
www.siamweb.com.br

O pior eh que eles vendem isso como sendo gnu, fazem palestra e tudo, procurem os fontes, nao existem



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 10h57min:
TO FALANDO, AMIGO, SOFTWARE LIVRE E SOFTWARE LIVRE, SE E LIVRE EXISTEM OS FONTES NAS LICENCAS, ESTAMOS DIVULGANDO SOFTWARE PROPRIETARIO,IGUAL O WINDOWS, OFFICE ETC...



Postado por antonio@200.218.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 11h00min:
Baixo custo? 'E so entrar no diario oficial de petropolis e ver quantos milhares de reais custaram a aplicacao... Baixo custo 'e o que? 400 mil reais? 500 mil reais?



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 11h02min:
No inicio dos anos 80, Richard M. Stallman foi o primeiro a formalizar esta maneira de pensar para o software sobre a forma de quatro liberdades:

1ª liberdade:

A liberdade de executar o software, para qualquer uso.
2ª liberdade:

A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades.
3ª liberdade:

A liberdade de redistribuir cópias.
4ª liberdade:

A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria.

O software que siga esses quatro princípios é chamado "Software Livre" (ou Free Software).

Aqui não está escrito DEIXAR O SOFTWARE NA INTERNET PARA QUE TODOS VEJAM!!!



Postado por aaa@200.218.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 11h04min:
... de tornar as modificações públicas ...



Postado por Mancuso@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h09min:

Esse siamweb de Gnu não tem nada entrem no site www.siamweb.com.br e no Tópico Filosofia eles dizem
que podemos modificar com os fontes so que não eh isso que eles fazem...



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 11h09min:
Existe Software Livre que não é software de graça e também existe Open Source, acredito que no site www.fsfeurope.org/documents/freesoftware.en.html suas dúvidas podem ser sanadas. Vá no Fórum do Software Livre em Junho em POA-RS e aprenda mais sobre esta Filosofia.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 11h12min:
Amigo, é simples, cade os fontes? Pois dessa forma quero vender consultoria também.
Não entendo porque o Deivison tá caindo nessa... Assim o site vai perder o conceito de sério...



Postado por Deivison Alves Elias@10.10.xx.xxx [site] [e-mail] em 18/01/2005 11h14min:
Entramos em contato com a empresa CCA para maiores esclarecimentos. Em breve esperamos ter uma resposta definitiva para esse dilema.



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 11h14min:
Espero que o Deivison saiba o que é realmente software livre.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h21min:
software livre é livre, se for livre vou vender consultoria e implantar siamweb nas prefeituras pelo brasil a fora.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h26min:
E acho também que alguém deveria alertar o Sérgio Amadeu, que é uma pessoa séria, que tá caindo nessa.



Postado por Deivison Alves Elias@10.10.xx.xxx [site] [e-mail] em 18/01/2005 11h29min:
Sim, eu sei o que é software livre.
E software livre não tem a ver necessáriamente com código fonte disponível na web.
Se alguem quer se aprofundar no assunto leia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h31min:
...O termo Software Livre se refere aos softwares que são fornecidos aos seus usuários com a liberdade de executar, estudar, modificar e repassar (com ou sem alterações) sem que, para isso, os usuários tenham que pedir permissão ao autor do programa.
...
Então o pessoal de Petrópolis podem me repassar os fontes do siamweb?



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h32min:
Alguém tem o email do pessoal da prefeitura de petropolis?



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 11h32min:
Bom vamos esperar o que a empresa lhe dirá, não vamos ficar discutindo o sexo dos anjos. Pelo menos concordamos em algo. Somos contra o software proprietário. Espero que a discusão tenha sido útil pra agregarmos conhecimento para todos os envolvidos.

[]'s



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h36min:
Acho que o pessoal de Rio das Ostras também poderiam brindar a comunidade com os fontes do siamweb, tendo em vista que é software livre, alguém tem o email do TI de rio das ostras?



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h40min:
...A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade no. 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
...
Reparem no "Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade."





Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h42min:
Deivison aperta os caras que você entenderá o que estou falando...



Postado por Alberto@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h47min:
www.petropolis.rj.gov.br



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 11h47min:
Bom não estou dizendo q o sistema é ou não livre, só estou dizendo que a imagem de Livre está meio retorcida para Gratuito e, na realidade, não é isto.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h55min:
Amigo, se é livre acho que Rio das Ostras e Petrópolis deveriam publicar seus fontes para que a comunidade tire realmente vantagens sobre o SIAMWEB.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 11h56min:
O problema é que não é livre e voltaremos o início do que eu disse.

Peço desculpas pela quantidade de postagens, mas eu espero ter contribuido para alertá-los da realidade que a mídia não tá vendo, estão tirando proveitos publicitários em cima da boa fé da comunidade.



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 11h58min:
Eles são obrigados a fazer isto? Eu não sabia.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 12h02min:
Se alguem quer se aprofundar no assunto leia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 12h08min:
Este parágrafo não foi comentado ainda.

Notem que os quatro itens acima não fazem nenhuma referência a custos ou preços. O fato de se cobrar ou não pela distribuição ou pelo licença de uso do software não implica diretamente em ser o software livre ou não.





Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 12h17min:
Eu sei que precisa cobrar, o que estou falando 'e que o siamweb nao eh sf. E eles divulgam como se fossem. E com isso a comunidade faz publicidade de algo que na realidade eh proprietario, igual ao office, windows.
Se a CCA retornar ao Deivison que o SIAMWEB eh software livre amanha teremos ele na web para download.



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 12h35min:
Não sei se é ou não. Só queria a discussão fosse produtiva em relação a filosofia software livre e, na minha opiniäo é isto que importa. Näo podemos confundir.



Postado por Kroiner@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 12h38min:
Muito bom o site postado.



Postado por Tiago@200.157.xxx.x [e-mail] em 18/01/2005 12h47min:
..acho em toda essa discurssão que, nós que gostamos do Open Source nos unimos para acabar de vez com esse negocio de propriétario...



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 18/01/2005 12h51min:
Quero entrar nesse assunto sob a minha ótica de funcionário público: A Lei Federal 8666 (das licitações), fixa as regras pro processo licitatório; uma dessas regras é que se deve antever - no edital, convite ou qualquer outra modalidade de convocação para o processo - o objeto da licitação, ou seja, o que se está comprando. Se eu, administrador público, adquiro pelas vias legais, um produto que está disponível na internet na íntegra, e que pode ser baixado pela cidade vizinha e utilizado sem nenhum entrave, amigos, serei um sério candidato a levar um processo por improbidade administrativa nas costas. 400 mil? 500 mil? 10 Real? Não importa. Minha sogra teria o maior prazer em ver ser exonerado a bem do serviço público.
Em suma: eu DUVIDO que as coisas funcionem dessa maneira. Se funcionar, rasguem a 8666 pra não sobrar pra mim. E aproveitem pra fechar a Conectiva e que tais, porque ela não pode ganhar um tostão do governo, com a Legislação como está hoje.
Sou funcionário público, vivo num mundo de faz-de-conta. Mas esse mundo que vocês estão vivendo aqui é mais psicodélico do que o meu.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 12h52min:
O problema nem eh so esse. O problema eh o software proprietario vestido na pele de software livre ganhando quilos de publicidade gratuita.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 13h14min:
Eh Max, voce falou tudo... Se o SIAMWEB ou outro software que uma prefeitura comprar dito livre e outro municipio baixar sem nenhum onus, terá gente tendo que se explicar no Tribunal de Contas da União pois essas licitações não foram de consultoria não...



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 18/01/2005 13h24min:
É. Tem coisa errada nesse imbróglio.
Se é livre, não se compra. Não pode ser objeto de licitação, não se ganha um tostão. Se vai cobrar pela consultoria, treinamento, etc, sofre processo de impugnação (adivinha por quem? Microsoft? não precisa: existe uma boa dezena de empresas que atuam na área e que produzem bons softwares - desculpem pela palavra ofensiva que vou proferir agora - proprietários), porque haverá acusação de condução no processo (entenderam? não posso oferecer chopp de graça e cobrar 1000 pelo banheiro).
Então livre, livre, não é. Legalmente não pode ser. Vamos fazer de conta que é, pra não melindrar ninguém, e que a compensação monetária venha através de treinamento: então tem dinheiro envolvido, não tem? Então essa promoção do produto em mídia oficial - travestido de notícia - é ilegal. Criminosamente ilegal.
Senão, coloco AGORA meus fontes à disposição do governo. Vendo-me ao diabo, fico conhecido pelo Brasil afora e coloco meu burro na sombra. Quem é o diabo agora?



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 18/01/2005 13h32min:
Uau. Acho que foi todo mundo almoçar...



Postado por branco@200.181.xxx.xxx em 18/01/2005 13h44min:
Não sei se é o caso, mas para ser software livre não é necessário disponibilizar o programa ou código fonte dele em qualquer lugar da internet. Basta que o codigo fonte acompanhe o programa e que o mesmo tenha a liberdade de ser editado pelo comprador.



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 18/01/2005 13h53min:
Então cadê a vantagem? Estou vendo o mundo de Alice se desmoronando na minha frente...
Compra-se um produto "Livre" com os fontes E NINGUÉM VAI PEGAR ESSES FONTES E DISTRIBUIR POR AÍ? Santa ingenuidade. Há alguma cláusula contratual para que não se distribua os fontes pra ninguém? Então estou começando a sentir o nauseabundo cheiro do software - desculpas novamente - proprietário.
Tá ficando difícil deixar de ganhar dinheiro desse jeito...



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 14h05min:
É Max, você entendeu onde quero chegar. Colocações inteligentes....




Postado por SIPREV@201.8.xxx.xx em 18/01/2005 14h26min:
A CNM tentou levar vantagem no projeto do SIPREV só fez merda, querendo integrar uma folha de pagamento "DELPHI/INTERBASE" com "ASP/MYSQL", agora vem com esse papo de SIAMWEB livre, tá querendo enganar quem agora?



Postado por Rafael Rezende@200.141.xx.xx em 18/01/2005 14h29min:
Nossa, que flood isso aqui, será que é difícil entender que o software não precisa estar disponível pra qualquer um na internet pra ser livre?

Procurem a última entrevista com o Richard Stallman que foi linkada pela Slashdot, nela ele esclarece um bocado de coisas.



Postado por Alberto@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 14h40min:
O Rafael da um olhada em :

http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License



Postado por O justo@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 14h45min:
Se a CCA em um pronunciamento oficial disser que o SIAMWEB e Software Livre então eu quero os fontes para poder implantar e prestar consultoria para outros municípios.



Postado por Cypher@200.102.xx.xxx [site] em 18/01/2005 15h03min:
Pessoal, eu já estava até concordando com alguns colegas aqui, mas vendo a notícia no site softwarelivre.gov.br está escrito que o sistema foi desenvolvido em software livre, mas não que EH software livre.
No site do idg now diz que roda em linux. Rodar em linux já uma grande vantagem para as prefeituras. Imagine um sistema cliente servidor que exigisse um Ruindows em cada estação de trabalho. Seria um fortuna $$$
Seria interessante se informassem quais tecnologias foram usadas para sabermos se realmente são livres. Mas só de rodar em linux já é um grande passo.



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 15h14min:
O t'itulo da publicação no notícias linux:

...
Administração de municípios com Software Livre
...

Estamos fazendo publicidade de uma ferramenta proprietária, igual office, windows e etccc



Postado por Cypher@200.102.xx.xxx [site] em 18/01/2005 15h20min:
Neste caso seria interessante que o responsável do notícias linux nos informasse quem foi que passou essa notícia para ele dessa forma, ou se o título foi mal escrito.
Pode ser apenas uma grande confusão e estamos discutindo à toa.
O importante é que a comunidade esteja sempre bem informada. Liberdade da informação, mas sempre com precisão :)



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 15h26min:
Na verdade nas palestras sobre SIAMWEB eles vedem como sendo Software Livre, no site www.siamweb.com.br eles dizem que é software livre, sendo que todo mundo que conhece um pouco mais sabem que não é software livre, é o lobo vestido de cordeito usando a comunidade para divulgar seu produto proprietário.



Postado por Rafael Rezende@200.141.xx.xx em 18/01/2005 15h33min:
Não vou discutir se o SIAMWEB é software livre ou não, porque nem li a respeito, só espero que quem estiver comprando-o saiba o que está fazendo.

O que quis dizer é que pelo meu entendimento é incorreto dizer que só porque é software livre todo mundo aqui deveria ter acesso aos fontes, quem tem que ter acesso é quem adquiriu o software, daí se o cara que adquiriu quiser repassar ele pra qualquer um aqui, é outra coisa.



Postado por Silvia@200.102.xx.xxx [e-mail] em 18/01/2005 15h38min:
Até onde pude perceber, tenho a impressão que o título da notícia foi mal escrito. Mas como temos a declaração de nosso amigo Antonio que nas palestras sobre o siamweb ele é dito como SL, temos uma contradição. Antonio com vc teve acesso as paletras sobre o Siamweb e onde podemos obter material sobre o mesmo ?




Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 15h46min:
no site www.siamweb.com.br na parte de filosofia, temos " ...programas fontes liberados...", (quarto item). Mas o que vem ao caso aqui é o fato de ser proprietário



Postado por José@200.218.xxx.xx em 18/01/2005 15h48min:
Isso Mesmo... eles estão vendendo gato por lebre



Postado por Manoel@200.203.xx.xxx em 18/01/2005 16h46min:
Independente de ser ou não SL (na materia não fala que é) é uma maneira de difundir o SL em vários municipios do Pais. Com iniciativas deste tipo é que poderemos gerar cultura de SL Brasil a fora. Isso é que importa...



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 18/01/2005 17h57min:
Manoel,
"Cultura de software livre" nós já temos aqui no Brasil desde os anos 70, comecinho dos 80, quando pagávamos uma merreca pro cara que foi na Disney trazer uns disquetes 5 1/4 com os joguinhos da moda (quem não se lembra do tetris?). O brasileiro - não se preocupe - é mestre e muito livre pra ir até o Paraguai, comprar umas Soyo, uns combos da LG, e colocar pra rodar na empresinha dele. Pra baratear mais ainda, entra na conversa do filhão e coloca Linux e OpenOficce. Daí fica esperando um desenvolvedor que pratique o Zen-Budismo e que tenha se desprendido completamente dos valores materiais, terrenos e mundanos, pra lhe fazer um aplicativo mais específico, como um "pograminha" pra rodar nota fiscal, pois ele foi na rua Santa Ifigênia e não achou nada pro SO dele. E ai do cara que lhe cobrar um preço maior do que ele paga pra faxineira ou pro garoto do almoxarifado!

Mas tudo isso não vem ao caso agora. Antes de tentarem desvirtuar meu ponto de vista, informo que tenho o Kurumin instalado em minha máquina, e uso nos meus Windows (XP e 98) o Gimp, o Firefox e mais um monte de coisas feitas pelos .org. E usarei todas as coisas gratuitas (livres ou proprietárias, me agrada é que sejam grátis, que alguém tenha se matado pra me dar tudo de mão beijada) que me deixarem usar e que forem realmente úteis para mim.

Pois o que vem ao caso aqui são as questões legais para uma administração pública, seja de que esfera, "adquira" esses produtos que para nós sai de graça. Façamos de conta que o governo se livrou de todos os percalços jurídicos pra poder licitar a compra não de um sistema operacional (escrevam aí: a "compra" do Conectiva Linux vai ser feita com muita pirotecnia, confete e serpentina, no valor simbólico de, digamos, um Real; só pra fazer a alegria da plebe), mas de uma "Solução Integrada de Gestão Municipal". Eu que não sou nenhum bobão, compro lá o sistema SIAMWEB por 400 mil. Péssimo negócio, pois não tenho prefeitura. Mas entro na licitação e ofereço o SIAMAX por 10 Real. Com licenças infinitas. Pode instalar até no raio que o parta, desde que a consultoria, treinamento e suporte sejam meus. Ganhei a licitação e a empresa que se aventurou a fazer o tal pograminha livre se funhanhou. Você vai dizer: "Eles então pagam pro governo usar. Vamos dizer assim: eles dão cem mil reais pro governo ficar com o produto deles, amarrando o treinamento". Olha, nem a Velhinha de Taubaté engoliria um processo licitatório tão "transparente".



Postado por Cypher@200.102.xx.xxx em 18/01/2005 18h38min:
Quem aqui alguma vez fez uma única contribuição para uma empresa que desenvolve software livre? Em uma empresa que eu trabalhei comprei o Conectiva 6 com 3 meses de suporte. Não precisaria, mas fiz questão de ajudar uma empresa que fazia um sistema que me resolveu um monte de problemas.
Poderia ter baixado qualquer distro e ter realizado o mesmo serviço, mas preferi comprar uma caixa da Conectiva e ajudar.
Alguém já fez uma doação para a Mozilla.org? Acho que não. Mas muita gente baixa o firefox e se orgulha de dizer que está usando software livre.

Alguém poderia me explicar como viver de software livre? Quem pagará minhas contas?



Postado por Paulo@200.248.xx.xxx [site] [e-mail] em 18/01/2005 19h13min:
Cypher,

Gostei do comentário, como vamos sobreviver, em minha empresa também desenvolvemos sistema para PREFEITURA, com PHP e POSTGRES, e ainda não sei como sobreviver de software livre.

Acredito que o mais breve possível poderemos liberar nossos fontes, pois não poderia ser diferente, porque acreditamos que desenvolver sob software livre e não deixar livre é uma falta de respeito à comunidade.

.




Postado por Eduardo Bacchi Kienetz@200.203.xx.xx [site] [e-mail] em 18/01/2005 21h43min:
Só para esclarecer... ainda que a Intel liberasse os desenhos da arquitetura do P4 e das máquinas, não seria possível nem fazer as máquinas tampouco fabricar os processadores, visto que a Intel possui a patente dos produtos. Ela só não distribui para que os concorrentes não analisem e vejam como fazer melhor, etc.



Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx [e-mail] em 18/01/2005 22h28min:
Errado. A Intel não abre mão de suas patentes - como a Sony, a Volks, a Coca Cola, a Goodyear e todas mais também não abrem - porque custaram enormes, gigantescas quantias em pesquisa, em pessoal, em treinamento, em segurança, em testes, em publicidade, em distribuição... O estranho nisso é que tudo parte da mesma fonte: a propriedade intelectual. A diferença é que quando o resultado é um bem palpável, como um processador, o compartilhamento de idéias é impossível. Já com o software...
Eles não abrem mão de patente só por medo de alguém fazer melhor. É pra não produzirem mais barato também. Afinal, todo o tempo e capital pra desenvolvimento do produto já teria sido amortizado por quem desenvolvesse a técnica.
Estranho como a coisa muda de figura quando falamos de objetos, não? Se proponho o Pentium Zero, estou falando sandice. A patente, que nada mais é do que a proteção da propriedade intelectual, é perfeitamente aceitável - até querida - quando falo de hardware. Vai entender...



Postado por Eduardo Bacchi Kienetz@200.203.xx.xx [site] [e-mail] em 18/01/2005 23h02min:
Errado foi o "só", mas foi um ótimo complemento Max.
[]s



Postado por Willian Henry Gates III@200.207.xxx.xx em 19/01/2005 04h02min:
Tava só brincando com vcs, pessoal, não precisam ficar estressados!!! Eu amo Linux, fico aqui enchendo o saco só pra esquentar o debate!
:)
Abraços



Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx [e-mail] em 19/01/2005 06h59min:
Eu não estou brincando. Tudo que eu falei foi sério. Tem um fio condutor que até agora ninguém procurou quebrar. Pelo contrário.

Abram os olhos. Escancarem os olhos, pois vocês estão alimentando a cobra mais voraz que já ocupou a administração federal. Não é possível que, se vocês pararem pra pensar um pouco, não vejam que há uma tunga gigantesca orquestrada pelos nossos mandatários. E o truque é sempre o mesmo: "Pelo Social", "Pelos Sem-Isso"... Em nome da "Dó", estamos sendo puxados pra esse ralo sem fim do patrocínio do alheio. Colamos o adesivo do "Sou amigo dos desamparados" e saímos por aí, no oba-oba, a entregar nosso bem maior que é o conhecimento. E de roldão, vai pro ralo também o nosso patrimônio, nossos bens materiais, pois, afinal, um governo que se propõe a bancar abertamente a promoção de uma empresa privada, que vai ganhar dinheiro nas mais de 5600 cidades do país de uma tacada só... Das duas, as duas: ou são administradores de polichinelo e/ou estão de olho no nível do cofre do partido.
São palavras enigmáticas, espero que aos poucos vocês entendam. Para mim, que tenho uma boa quilometragem nessa estrada, não há nenhuma novidade... a coisa sempre funcionou assim, mas agora já está passando do limite.

Se a proposta do Software Livre no Brasil fosse realmente séria, a condução do processo seria muito diferente. O que estou vendo até agora é um jogo de compadres pra lhe tirar dinheiro, só isso.



Postado por Hélio Nunes@200.212.xxx.xxx [e-mail] em 19/01/2005 08h33min:
Gostaria de saber se alguem sabe em qual prefeitura o SIAMWEB esta funcionando e bem conheço pelo menos duas prefeitura a qual são clientes e atualmente estão em processo de troca de sistema, e pior para sistemas em VB com SQLSERVER, olha trabalhar de graça ninguem quer, mas temos que mudar nosso filosofia e não trabalhar na venda do software e sim na consultoria, a anos vejo essa lenga lenga que as prefeituras vão usar linux, mas nada sai, bom para falar a verdade ate tem prefeitura usando linux, mas como terminal e na ponta um Windows com Terminal Server, veja e o caso das prefeitura que conheço estão trocando esse sistema comprando um Servidor com Windows e colocando os sistemas em VB, por falta de opções de um bom sistema de gestão municipal (GUI), pois em caracter até tenho um mas em Dataflex.



Postado por Yakko@200.102.xx.xxx em 19/01/2005 09h42min:
Felizmente Max, nem todo mundo pensa como você, existem duas palavras muito interessantes que significa muito para muitos de nós amantes do software livre que são "Liberdade" e "Esperança". Eu sou viciado em programação não me importo de ficar o dia inteiro na frente de um PC trabalhando e usando software como firefox/thunderbird totalmente gratuitos e depois ir pra casa em frente ao micro e programar algo que seja útil pra outra pessoa assim como firefox é útil pra mim. É isto que acho mais importante. O que seria do projeto criança esperança de todos pensassem como você. Aposto q muitas vezes vc precisou q algum colega seu de trabalha lhe ensinasse a fazer alguma coisa no PC e ele te ensinou sem nenhum ônus totalmente na boa vontade.



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 19/01/2005 09h47min:
Hélio,
A Lei 8666 tramitou no Congresso por mais de 20 anos, resultando numa peça que, bem ou mal, dá uma brecada na sanha por dinheiro que assolava o país. O problema é que nossos queridos gerentes, a turma que tá lá em cima, usando a cartilha que aprimoraram nos "laboratórios" municipais e estaduais, descobriram o caminho das pedras pra driblar a Legislação e faturar dentro da legalidade. Quer aprender comigo? Então veja o artigo 25 daquela Lei:

Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes.

II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;


E por aí vai. Tenhamos especial carinho pelo item II, o da notória especialização. Essa figura nefanda tem esvaziado muito cofre por esse país afora, e o campo está sendo preparado para a maior manobra já engendrada para este fim, pois envolve a camada mais alta da nossa administração, com sonhos altos de se espalhar por todas as nossas cinco mil e tantas unidades administrativas.
Trocando em miúdos: o discurso de se cobrar pela consultoria e não pelo produto é PERFEITO para a técnica já consagrada na cartilha petista de administração pública. Qual é o objeto da licitação? Consultoria para o SIAMWEB. Quem sabe mexer nesse treco? Você? Já se preparou pra isso? Tem 400 mil pra arriscar na compra dos fontes? (não me venha com a conversa de open source; isso sim é que é lenga lenga; "O código vai no CD de quem comprar o produto": ajudou pra caramba) Conhece alguém na Comissão responsável pela Licitação? (imagino que não, senão seria o SEU produto que estaria sendo propagandeado na mídia oficial)
Depois disso já consagrado (o fato de que só os autores - constituídos como empresa e com capital suficiente pra participar de um processo dessa monta - dominam realmente o funcionamento do produto), entra em campo o inocente Art. 25; constata-se que os autores são dotados de notória especialidade e sela-se o pacto.
Não diga: "Isso é um absurdo!", pois trabalho há 12 anos com essa turma, e a engenharia da tunga funciona assim, com todas as vírgulas.

De novo: abram os olhos. O romantismo, a inocência estão aí, no rés do chão. Vocês não têm noção de como as coisas funcionam aqui no mundo do faz-de-conta. Aqui não se dá ponto sem nó. E o que mais essa turma anseia é pela massa apoiando-os incondicionalmente. Alimentando a cobra.



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 19/01/2005 09h52min:
Yakko,
Eu sempre visitei esse espaço, mas nunca opinei. Minhas convicções, meu modo de vida, se sou "humano" ou não, nada disso está em pauta. Só resolvi opinar neste tópico porque vivo uma realidade mais próxima dessa que vocês estão fantasiando. O mundo da boa-vontade e do desprendimento material, se não está muito longe (e eu espero sinceramente que não esteja) passa muito, muitíssimo, ao largo da administração pública federal.
Não ataque a minha pessoa. Estou esperando alguém que discorde, com propriedade, do meu ponto de vista.



Postado por Yakko@200.102.xx.xxx em 19/01/2005 10h03min:
Não é questão pessoal, a questão é que teu ponto de vista é de um Fiscal e o meu é de um Programador. Que tem esperanças assim como muitos outros Programadores. Lembrando que estamos falando de licenças de software e não de fiscalizações. Será que o Sérgio Amadeu é um sínico será que todos os políticos não prestam? Bom daí já saímos do tema Software Livre. E como disse anteriormente sou um entre muitos esperançosos. Qual a solução que vc vê entao?<br>
Pessoal do notíciaslinux, desculpem os floods! Abração a todos!



Postado por Antonio@200.218.xxx.xx em 19/01/2005 10h11min:
Max, seu ponto de vista me parece correto, e inteligente. Se a favor da cultura do Software Livre, mas se fosse tão fácil assim abrir mão da propriedade intelectual a IBM entre outras já teriam colocado tudo o que tem sob SL, as que fizeram fizeram com projetos pouco rentáveis que normalmente seriam abandonados e dessa forma dão um folego a mais aquele projeto que estariam abandonando.
Agora, o que não entendo é Deivison e Eduardo caindo no conto da carochinha e principalmente não acreditando no que eles tem de mais precioso nesse site que é seu público. Assim o notícias linux tá igual papagaio, escuta lá e repete aqui aumentando algumas linhas. Vou passar a duvidar de tudo que eu leio aqui....



Postado por Yakko@200.102.xx.xxx em 19/01/2005 10h19min:
O que leio aki acredito pq sempre tem um fundo de veracidade. Só que sempre busca saber mais e neste caso especialmente um pequeno porém importante detalhe faltou na notícia. O software é BASEADO em software livre se seguirem os links que estão logo abaixo da notícia verão. Mais acho que este assunto já deu muito pano pra manga que importa é que o site notíciaslinux é uma confiável fonte de informação, compete a cada um que ler interpetrar da sua forma.



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 19/01/2005 10h53min:
Yakko,

Vivo da programação. Felizmente, o que venho aprendendo na área desde fins de 70 me deu condição para viver do que sei. E colaboro sim, dentro da minha comunidade, com projetos, artigos e experiências da minha vida e dos tropeços que dei por aí. Não digo que nenhum político presta, ou que fulano é cínico ou que esteja traindo sua causa. Quero só deixar claro aqui é que o verbete "moral" tem muito mais significados no dicionário político.
A solução que proponho? Afaste-se a discussão sobre o SL do meio político. Se você é desenvolvedor como eu, então preza pela técnica, e é hora do tecnocrata assumir. O jogo está sendo jogado não pelo craque, mas pelo dono da bola, e as consequências serão muito tristes. Tá, concordo que o resultado será a disseminação do SL, mas me preocupa muito o fato de se dar esse cheque em branco na mão de quem só tem um intuito na vida: o binômio poder/dinheiro.

Antonio,
Perfeito. Basta lembrar que os períodos em que mais avançamos na área tecnológica foram aqueles em que o mundo estava em guerra, onde qualquer idéia era aproveitada, e se investia tudo em balelas como aquela da marinha inglesa de tentar derrubar caças bombardeiros com maçaricos gigantes (!!!). Sinal daqueles tempos:
- o que dava certo (como o radar, a margarina, o plástico) mudou o mundo radicalmente;
- tudo (o que dava certo ou não) era segredo de estado. Seria muito estranho se os EUA compartilhassem os "fontes" da bomba atômica com o Japão
- Mandou mais - e manda até hoje - aqueles que investiram mais, principalmente em conhecimento

E mandarão mais aqueles que lhes sobrepujarem tecnologicamente. China e Índia vêm aí. E o Brasil patinando nesse mundinho da boa vontade. O guru do SL tinha mesmo que ser um Finlandês, país nórdico, minúsculo e rico. Onde as pessoas passam 3/4 de suas vidas dentro de casa, caçando o que fazer. Sem pretensões de serem maiores, o melhores. Sem pretensão nem mesmo de levar água encanada e esgoto pro cara que mora no bairro vizinho.

Estou ofendendo os senhores com fatos do mundo real, mas são fatos. E bem verídicos.



Postado por Yakko@200.102.xx.xxx em 19/01/2005 11h09min:
Max,

De maneira alguma saio ofendido, apenas estamos discutindo, cada um tem sua opinião. Talvez o sua experiência tem feito você perdeu sua esperança, mais como ainda sou "novo" tenho grandes esperanças em que dias melhores virão para o SL e toda a comunidade.



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 19/01/2005 11h29min:
Yakko,

Compartilho da sua esperança. Mas, como disse, vivo do que sei e infelizmente não posso abrir mão disso, sob risco de deixar mulher, filho e dois dobbermans passando fome. E tenho esperança de que todo o conhecimento que você vem acumulando lhe seja útil e que lhe ajude a formar uma família tão bonita quanto a minha. Consultoria e treinamento são sim fontes de renda, e longe de mim discordar do caminho que você e os demais aqui escolheram. No fim das contas, os dois lados procuram pelo mesmo: sobrevivência, a melhor possível.

Mas num ponto eu vou insistir, porque é meu papel como olheiro: na política não se dá ponto sem nó.

E fico muito decepcionado com o desempenho dos colegas aqui do site. Para uma comunidade que trata há tanto tempo do assunto, esperava argumentos mais sólidos pra contrabalançar o debate. Mas estou à disposição de todos através do meu endereço eletrônico.

Um abraço



Postado por Squidy@200.219.xxx.x [e-mail] em 19/01/2005 14h30min:
Por que dizem que a tal CNM vende gato por lebre?
Em que argumentos se baseiam?
Segundo andei verificando, a empresa desenvolveu seu produto com software livre, e o repassará como tal.
Onde consta que para ser software livre é necessário ser gratuíto? E que seus fontes devem, por obrigatoriedade ser disponibilizados na internet pra qualquer um adquirir? Deve sim, ser obrigatório o repasse do código fonte, tais como a sua liberdade de modificacao para quem adquiri o programa, de acordo com a licença utilizada.
Para os leitores que desejam acesso ao código fonte para prestar consultoria...
1) adiquiram o produto;
2) estudem o código;
3) modifiquem se necessário;
4) e repassem...
Agora se a empresa, realmente proibir um destes ítens acima(coisa que ainda não verifiquei).. ai sim.. não está de acordo com as normas de um software livre...



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 19/01/2005 15h41min:
Ai, ai. E vamos nós:
Estou esperando desde ontem alguém entrar aqui e falar algo que desmonte meu discurso. Ô como eu gostaria disso!
Squidy: essa prática, na área pública, é ilegal!!! Faça a conta: eu, produzo softwares proprietários, cobro por eles e dou suporte gratuito; você, produz softwares livres, não cobra por eles e cobra a consultoria. O resultado é o mesmo! Você tem que comer tanto quanto eu!
Nesse caso, como ficaria o edital de licitação? Qual seria o objeto da Licitação? Dá pra dividir nosso trabalho desse jeito? Importa a conta final?

Vou ajudá-los a me atacar: suponha que os dadivosos criadores do tal sistema façam uma doação ao governo. Tcharamm! Bela ajuda que lhes dei agora, hein? Na calada da noite, sem barulho, aporta no planalto um grande caixote com dezenas de milhares de CDs SIAMWEB. O grão-ducado, surpreso, dá pulinhos de alegria e corre aprontar um contrato para prestação de serviço de consultoria, pra fazer as devidas adaptações no programa (afinal, cada cidade tem sua Legislação específica) para distribuir pelo país através do, digamos, Plano de Democratização do Software (PDS? Melhor não) ou Plano de Fortalecimento dos Livres (PFL? Melhor chamar o Duda)...

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Acabei de me lembrar dos meus tempos de Fiscal do Procon. Lembram os senhores do caso dos cinemas que só permitiam a entrada de pipoca se fosse comprada no seu saguão? Cansei de fazer Auto de Infração pra essa jogada suja chamada "Compra Casada"
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O ardil não passaria da Comissão de Constituição e Justiça (isso eu espero). Fora a enxurrada de pedidos de impugnação, pois estaria absolutamente clara a condução do processo. Condução do processo, direcionamento do objeto da licitação, compra casada... não importa o nome. O fato é que há no Brasil empresas que têm propostas prontas pra fazer a mesmíssima coisa, sob as mesmíssimas condições, cobrando - na soma total - o mesmíssimo preço. E esse princípio da igualdade de condições na tomada de preços é que não pode ser desprezado, senão por vocês - que naturalmente vão puxar suas sardinhas pra perto da brasa - mas pelo menos pelas instituições democráticas que ainda formam o estado de direito!

E agora, quem está tentando fazer concorrência ruinosa? Quem são os vilões?



Postado por Max, o Fiscal@200.161.x.xx [e-mail] em 19/01/2005 16h11min:
Errei. A licitação não passaria pelo legislativo. É supervisionada pelo Judiciário.

Vou elencar alguns itens também. Se Stallman pode, eu também devo poder. Mas como as leis que sigo estão no papel, farei um Ctrl + C e um Ctrl + V:

Art. 3° A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a administração e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.

§ 1° É vedado aos agentes públicos:

I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato;

II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, modalidade e local de pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais, ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. 3° da Lei n° 8.248, de 23 de outubro de 1991.

§ 2° Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:

I - produzidos ou prestados por empresas brasileiras de capital nacional;
II - produzidos no País;
III - produzidos ou prestados por empresas brasileiras.

§ 3° A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura.


São contra esses princípios que vocês devem lutar. Usem a imaginação pra eliminar a concorrência, dentro da legalidade e da ÉTICA. Vai ser difícil.



Postado por Marcos@201.9.xxx.xx em 23/03/2005 21h00min:
O SIAMWEB não é software livre, custa mais ou menos R$ 100.000,00 pra implantar e R$ 25.000,00 (mensais) de manutenção. Não posso divulgar a fonte, mas foi uma prefeitura que pagou.



Postado por Bzzzz@200.218.xxx.xx [e-mail] em 22/07/2005 00h29min:
Acho que alguém deveria copiar os fontes criar um paralelo REALMENTE EM SL e publica-lo para que essa tal CCA se torne a verdadeira CACA.



Postado por clkkkkkkkkk@200.101.xxx.xx em 05/03/2006 01h21min:
Software Livre: a liberdade e a cooperação

São muitas as transformações ocorridas na sociedade contemporânea, as quais se configuram num traço marcante da atualidade. Tal característica se evidencia em diversos ramos da sociedade: político, econômico, social, cultural e também no tecnológico, já que vivemos na era das comunicações. A revolução tecnológica se expandiu nos anos 70 e 80, ganhou força nos anos 90 com a propagação da Internet, de tal forma que hoje as tecnologias da insformação e comunicação constituem-se como base da economia e de muitos outros setores da sociedade. Segundo Castells (1999:50-51), o que caracteriza a atual revolução tecnológica "não é a centralidade de conhecimentos e informação, mas a aplicação desses conhecimentos e dessa informação para a geração de conhecimentos e de dispositivos de processamento/comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso". É justamente esse ciclo de realimentação entre a inovação e seu uso que vem remodelando as relações espaço/temporais, e em consequência todas as demais relações socio-econômicas. O computador em rede, símbolo da nova revolução, atualmente tem sido um instrumento vital da comunicação, da economia e da gestão do poder; portanto, é impossível nos desvincularmos do fato de que a revolução tecnológica é algo real e está afetando a vida das pessoas.

Em paralelo a esse movimento de transformação, no Brasil, continuamos necessitando de soluções urgentes para a desigualdade social. Fome, miséria, violência, educação, saúde, desemprego, são problemas que persistem, e aprofundam-se... A distância entre ricos e pobres vem aumentando, separando os que têm oportunidades dos que têm poucas chances na vida. Nessa sociedade, cuja maioria da população está excluída de diversos serviços e direitos básicos, seria irônico ou até mesmo contraditório pensarmos em acesso à tecnologia para todos?

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2001 (NERI, 2003) mostram que ainda estamos longe de alcançar a maioria dos brasileiros, pois apenas 12,46% da população dispõe de computador em casa e menos ainda têm acesso à internet - somente 8,31% da população brasileira. A mesma pesquisa mostra que acesso a computador e internet tem relação diretamente proporcional à taxa de escolaridade – quanto mais anos de estudos mais acesso, quanto menos anos de estudo menos acesso. Assim, é possível perceber que aqueles que têm baixa escolaridade, péssimas condições de vida, precariedade na saúde e educação, os excluídos sociais, são também os excluídos digitais.

Silveira (2001:21) entende que "a pobreza não será reduzida com cestas básicas, mas com a construção de coletivos sociais inteligentes capazes de qualificar pessoas para a nova economia e para as novas formas de sociabilidade, permitindo que utilizem as ferramentas de compartilhamento de conhecimento para exigir direitos, alargar a cidadania e melhoar as condições de vida”



Postado por clkkkkkkkkk@200.101.xxx.xx em 05/03/2006 01h22min:
Independentemente dos motivos que levam a esse baixo índice de conectividade, o contexto contemporâneo está evidenciando a necessidade das pessoas se adequarem à nova realidade. A revolução tecnológica em curso dá grande relevância à informação e se os grupos sociais menos favorecidos não souberem manipular, analisar e lidar com ela (a informação) ficarão à margem da produção de conhecimento, conseqüentemente agravarão a sua condição de miséria. Para tanto, “O acesso à rede é apenas um pequeno passo, embora vital, que precisa ser dado” (SILVEIRA, 2001 p. 21). É notório que as pessoas conectadas em rede são privilegiadas por terem acesso ao universo de informações disponíveis, conseqüetemente estimulam à criatividade, curiosidade, o conhecimento; daí a necessidade de favorecer o acesso aos excluídos a fim de que eles também possam desenvolver potenciais e se inserirem na sociedade da informação. Esse processo é vital para o desenvolvimento sócio-econômico, político e cultural da nação, além de ser uma questão de cidadania. Porém não é o suficiente, pois o acesso à rede não garante a resolução dos problemas sociais e nem tem essa intenção: trata-se de assegurar o direito ao acesso àqueles que são desprovidos de muitos direitos básicos, contribuíndo assim para a construção de uma sociedade inclusiva e cidadã.


Ter acesso às novas tecnologias e abrir as portas do universo da informação é o primeiro passo para combater a exclusão digital. Assegurar o acesso às classes socialmente excluídas é uma estratégia imprescindível para a construção de uma sociedade inclusiva. Pensar na efetivção desse processo é tomar consciência da necessidade de adoção dos programas livres, pois os custos de aquisição deles são bem menores, sua concepção vislumbra a liberdade de produção e compartilhamento do conhecimento e o desenvolvimento e a independência tecnológica nacional, o que implica em melhoria da conjuntura sociocultural e econômica do país. É contraditório pensar que numa sociedade da informação exista o monopólio de informação quando deveria se ter o compartilhamento da informação, pois “ o movimento pelo software livre é uma evidência de que a sociedade da informação pode ser a sociedade do compartilhamento. Trata-se de uma opção”. (SILVEIRA, 2004 P.74)

Sem dúvida a denominada exclusão digital merece toda a nossa atenção e empenho, assim como devemos perceber todo o sentido e significado social e político da adoção do software livre em nossa sociedade. Contudo, é fundamental que percebamos todas as facetas dessa realidade com um olhar responsável e comprometido, para assim construir caminhos que possam contemplar dignamente nossas demandas sociais legítimas.



Postado por Francisco Blanco@201.58.x.xx [e-mail] em 02/06/2006 19h08min:
SIAMWEB???? Se este software fosse realmente livre seus fontes e os aplicativos compilados estariam disponíveis na NET para DOWNLOAD, e poderia ser aprimorado por uma gama enorme de colaboradores.
Isso sim seria a classificação de SOFTWARE LIVRE, onde se é cobrado apenas pelo: treinamento, implantação, configurações de ambiente entre outros, já mais pelo SOFTWARE. PARA SER LIVRE SEUS FONTES E OS APLICATIVOS COMPILADOS DEVEM SER DISPONIBILIZADOS PARA DOWNLOAD E PARA QUE VÁRIOS COLABORADORES POSSAM APRIMORAR O SOFTWARE.



Postado por Renato@201.48.x.xxx [e-mail] em 16/02/2008 10h05min:
Wikipedia: "Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição." Quero usar ! Tenho que comprar ? É uma restrição. Não é software livre ! Simples.



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