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Revista Veja: "Software Livre quase virou obrigatório"

2005-05-22 21h16min




A revista Veja desta semana critica a política a favor do software livre do governo federal:

"Israel especializou-se em programas de segurança, a Escandinávia em celulares e seus aplicativos, a Inglaterra em telefonia via Internet... E o Brasil? Na participação em chats de conversa fiada. E só. A tentativa aloprada de transformar o software livre em obrigatório nas declarações de imposto de renda foi morta a pau pelo Ministério da Fazenda. Essa teria sido uma contribuição original brasileira - não para internet, mas para o ranking das idéias fora do lugar."

No seguinte site é possível ver a página da revista scaneada:
http://www.cfgigolo.com/archives/2005/05/tentativa_alopr.html







Comentários dos leitores:


Postado por Victor@200.158.xx.xxx [e-mail] em 22/05/2005 22h16min:
A Veja é o panfleto semanal a favor dos interesses americanos no Brasil,pró agenda da ALCA,etc...A Veja é abjeta !

O que tem a ver o uso do software livre pelas repartições públicas com o subdesenvolvimento da indústria privada de software proprietário ? Nada! Especialmente se considerarmos que esta política do governo,de promover o uso do software livre, tem somente 2 anos,e o atraso da indústria de software nacional tem décadas...

O governo pode e deve quebrar dependências e economizar o dinheiro público com o uso de software livre em suas repartições, isto não interfere com o desenvolvimento
da indústria nacional de software proprietário que deve se focar no mercado privado e exportações e não ficar mamando nas tetas do governo e no dinheiro do contribuinte.

E na verdade o governo, na prática, ainda usa pouco o software livre em proporção ao tanto que fala dele,
enquanto isto nossos vizinhos do norte(EUA),
quietamente, vão implementando sua política de usar o software livre em seus orgãos governamentais para economizar o dinheiro de seus contribuintes e ao mesmo tempo promovem campanhas( atráves da Veja por ex.)
no seu quintal Latino-americano contra o uso do software livre e a favor do uso de software proprietário (norte-americano) para que seus cidadões tenham mais empregos e renda.
E eles não estão errados,estão defendendo seus interesses...Só que nós devemos defender os nossos também!




Postado por Edu@200.98.xx.xx [e-mail] em 22/05/2005 22h17min:
E o lobby da M$ ataca novamente, hehehehehe.



Postado por semente@200.141.xxx.xxx [e-mail] em 22/05/2005 23h17min:
"E eles não estão errados,estão defendendo seus interesses...Só que nós devemos defender os nossos também!"

Não concordo. O interesse deles é somente interessante e bom para eles. Nós devemos defender o que é interessante para todos.



Postado por Victor@200.158.xx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 00h46min:
É,num "mundo ideal" todos deveriam pensar no interesse comum,sem se preocupar com defesa dos seus proprios interesses particulares.

Mas no dia a dia prático, este interesse comum a todos é alcançado mais frequentemente quando os dois lados(ou mais)conversam,negociam,cada um defendendo seus interesses,porém cada um dos lados negociantes devem estar igualmente atentos para que seus interesses não sejam lesados pelos interesses do outro,daí é que surge um relativo equilibrio...




Postado por Fernando Henrique dos Santos@200.161.xxx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 08h33min:
Sempre achei que a veja fosse uma revista brasileira, mas depois desse comentário vejo que não!!
Qual é? A idéia de ecomizar usando software livre é maravilhora, e mesmo que esses softwares não sejam brasileiros, o que não tem justificativas o software brasileiro é ótimo!!!

Acho que a veja está equivocada com relação aos softwares de chats eltrônicos, pois o Brasil tem muitos softwares bons, um exemplo dos melhores é o KURUMIM Linux, este até onde sei foi desenvolvido por MORIMOTO e ainda está engatinhando, mas é espetacular, quantas vezes usei ele pra salvar minhas pele com partições e HDs que precisavam que os dados fossem resgatados!!!

A veja sinceramente caiu no meu conceito!!!



Postado por Marcus Fazzi@200.252.xx.xxx [site] [e-mail] em 23/05/2005 08h37min:
Trabalho nos Correios,e aqui o que vejo é mais e mais um aprofundamento das raizes do software proprietário, por exemplo o sistema de ERP requer o Excel instalado, detalhe o ERP é da J.D. Edwards (leia-se Microsoft), tudo ou quase tudo de intranet é feito em Coldfusion, programas Client em VB, bancos em MSAccess e MSSQLServer, temos algumas iniciativas em PHP/MySQL mas nada oficialmente aceito pela empresa, tudo isso me deixa muito triste, fora esse bando de politicos que vivem de roubar nossa Empresa.



Postado por Eduardo Wernech@200.165.xxx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 08h40min:
Tanto o Governo Federal, quanto a nós pobres mortais, devemos incentivar o uso do software livre, seja lá de que maneira for, o que não dá é o país continuar no ostracismo e na imbecilidade digital para agradar meia dúzia de imbecís que se locupletam com as benesses e com o dinheiro (nosso) público, se aqueles que vivem da ganância (pois detêem) códigos fontes dos programas instalados nas repartições públiacas não abrirem os olhos outros o farão e vão quebrar mais cedo ou mais tarde, (que seja mais cedo), VIVA A LIBERDADE !



Postado por Willian Henry Gates III@200.153.xxx.xx [site] [e-mail] em 23/05/2005 08h46min:
Mais uma vez os fanáticos do deus pinguim estão revoltados com a democracia. Um termo das gírias dos linuxieiros eu acho interessante: linuxiitas. É isso que são os bestas que pensam que podem fazer como esse governo corrupto, que quer enfiar uma infoideologia pela guela abaixo. Ninguém é obrigado a usar lixux se não quiser, tá? Windows usa quem paga, lixux usa quem pensa que está livre de gastar. Onde está a democracia brasileira se o governo age como um Saddan ao impor esse tipo de coisa? Aqui é Brasil e não Cuba.

Viva a Microsoft!!!
Viva a liberdade de escolher software proprietário!!!
Abaixo a anti-democracia digital!!!



Postado por Marcus Fazzi@200.252.xx.xxx [site] [e-mail] em 23/05/2005 08h48min:
Nada haver, isso só quer dizer que a maioria da população está usando software pirata, ainda, e que o software livre ainda está apenas começando nessa camada da sociedade que faz declaração de imposto de renda pela internet, Eu por exemplo fiz usando o software em Java no Linux e não via internet, coisa que quem usa Linux sabe que não é muito confiável e por isso não o fez... bando de desinformados esse povo da Veja, e pior ainda retransmitem isso.



Postado por Roger Alvarenga@200.171.xxx.xxx em 23/05/2005 09h53min:
Vamos parar de levar esse caso pro micro de casa...
Não tem nada de ditador aí não.
O Governo tá querendo padronizar com Linux os ORGÃOS PÚBLICOS, e não todos os micros do país.

Se vc gosta do Windows e tem a licensa, use o Windows.
Se vc gosta do Linux e se sente a vontade com ele, use o Linux.

Simples assim.
Voce escolhe seu sistema, de acordo com seus conhecimentos e necessidades. Do mesmo jeito que o Governo escolhe o micro dele.
Se vc é funcionário público, ia ser mesma coisa se fosse uma epresa privada. O presidente decidiu, ou rema o mesmo barco ou pula na água!

(em tempo: Meu micro pessoal é Windows pelos jogos, tenho o Linux instalado por hobby e eventuais necessidades profissionais.)



Postado por Ronald Henrique@200.219.xxx.xxx [site] [e-mail] em 23/05/2005 10h45min:
Isso é na verdade uma discussão muito longa - não devemos defender um ou outro. Acredito que deveríamos é acreditar no futuro. Em poucos anos de trabalho com tecnologia nunca vi o império da M$ ser tão ameaçado por outro software e se está sendo ameaçado é porque muitas coisas boas tem. Ninguém dúvida da segurança do Linux, ninguém dúvida dos potentes servidores que rodavam Windows e agora rodam Linux. Defender um SO é muito difício. Se o seu bolso cabe M$ compre M$ se seu bolso cabe pinguim compre pinguim. Sou defensor da boa tecnologia - Nessa briga de grandes (gigantes) quem ganha é sempre o usuário. Migrei tudo aqui na empresa para Linux e foi quase tudo transparente - Tínhamos as mesmas peguntas (Email - Docs - XLS e outros) - tudo tem no Linux e com muito mais alternativas, claro que os usuários ficam num desespero só, mas mesmo assim tudo está dando certo. Os projetos Federais de mudarem tudo para Linux - tem que ter muita cautela. A esfera é bem maior que vemos em nosso dia a dia. Os Federais não são como nossos primos. Mexe com toda economia de um país. é mesmo delicado. Espero que não façam nada errado, hoje é muito mais cautela que tecnologia. Hoje não podemos duvidar do poder do Linux - é mesmo um SO muito bom - Podem guardar essa mensagem como previsão de futuro - LINUX É A SOLUÇAO... isso é fator tempo...



Postado por Spook@200.201.x.xxx em 23/05/2005 11h20min:
Criticar é muito fácil, mas argumentos que é bom... a Veja não entende do que está escrevendo, colocou um "pouco" de sensacionalismo na crítica, criando uma analogia absurda... não sei se deve ser levado em conta. É uma crítica praticamente descartável, só não é por atingir milhões de leitores, só por isso mesmo. Afinal, eu também poderia escrever sobre algo que não sei, se escrevesse pra alguma "grande" revista ("grande" de circulação).





Postado por Tux Metal@201.12.xxx.x em 23/05/2005 11h37min:
Concordo com vc Ronald, agora só lamento para aqlas pessoas que insistem em ser contra o SL, não tenho nada contra eles, só acho uma mente fechada demais, nós usuarios do OpenSource já tivemos que usar ou ainda usamos para algumas coisas o Software Proprietario, ambos tem suas vantagens e suas desvantagens, mas o que estamos vendo hoje é que realmente o SL tende a dominar, a sua meta é só o crescimento tanto nos Desktops de usuarios comuns como nos das empresas, sem contar com os servidores q hoje a maioria ja se usa Linux, e os q não usam estão migrando, bem, finalizando, espero q esses doentes pelo monopólio acordem para a realidade, pois esse crescimento do SL não é só ficção, e a realidade do futuro . Me respondam uma coisa, tem coisa melhor do q o seu próprio pais produzir os seus próprios Softwares ? Acho q a maioria das respostas será NÃO, ENTÃO ADORADORES DO MONOPOLIO, SÓ LAMENTO PARA VCS...VIVA O LINUX E SL SEMPRE...O FUTURO ESTA A CAMINHO...



Postado por Jeffers@200.232.xxx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 12h36min:
A revista veja, vem durante anos dando vários garfes!!
Este é apenas mais um e não será o último.

Comprar matérias em revista ou encomendar uma analise com resultados adulterados é muito fácil, basta ter Dinheiro!

Talvez seja melhor uma revista que se diz genuinamente brasileira incentivar-nos como Brasileiros do que criticar algo que está sendo feito para melhorar o futuro da nação. A VEJA está desplugada do mundo, parece que ela não vê como somos tão elogiados lá fora (internacionalmente) pelo icentivo do governo federal em aderir Software Livre em suas repartições.

A mídia precisa de um pouco de bril na cara e aprender a respeitar o leitor, o expectador e aqueles que facilmente é influenciado por falta de informação e conhecimento.

TOMEM VERGONHA NA CARA, VEJA!!! Procure ver o ponto forte de tudo isso, e se não conseguir enchergar, mostre-nos os pontos fracos mas apresente soluções reais para que possamos crescer com o uso do SL.

Bem, Existem coisas que nunca mudam, e não vai ser pelo meu comentário que a veja vai mudar alguma coisa. Isso foi mais um desabafo.



Postado por Cícero Augusto@200.17.xxx.x [e-mail] em 23/05/2005 13h01min:
Olá a todos eu acho que o que a VEJA quis dizer não foi que devemos usar o software proprietario ao inves do livre ou que o software livre é ruim, mas sim que está sendo dada importancia demais para implantaçao do software livre, n q isso n seja importante, mas enquanto algumas naçoes se voltam para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e revolucionarias, aki o pessoa fica concentrado em pensar somente em como implantar sofware livre nos orgaos publicos ao inves de tentar desenvolver algo novo, acho q os animos se inflamaram qd leram a noticia e o pessoal n conseguiu interpretar direito o texto da revista, bom eh soh isso, se eu estiver errado em alguma das minhas asserçoes me perdoem n era minh intençao difamar nada e ninguem aki fui



Postado por José Carlos@200.195.xxx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 13h23min:
Aos que aqui se sentem como eu, indignados, mandem um e-mail bem mal-criado para a revista. Expondo exatamente o que está aqui...



Postado por Sociedade Livre@200.158.xx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 14h21min:
Software Livre, livre de licença para instalação, para distribuição, para acesso ao código fonte, para alteração, recompilação, livre, livre, livre...

Por que um decreto obrigando o uso de Software Livre? Por que tanto interesse no Software Livre?

Se é Software Livre, a opção, escolha não deveria ser igualmente livre?

Será que no Brasil, agora, um pré-requisito para ser programador será ser político, ou deveria ser o contrario?

O pior cego é aquele que não quer ver o que está se passando!

O governo está apostando, é uma jogada, é mais uma forma de iludir o povo e por baixo do pano lucrar muito com tudo isto!
Não há ideologia, não há consciência cívica, não há participação leal.

Os políticos no Brasil não tem competência nem para exercerem seus mandatos com dignidade, quanto mais para lidarem com um assunto que desconhecem em sua maioria.

Querer lançar um computador a um custo de R$1.400,00 chamando de PC Popular, é mesmo achar que todos os brasileiros são idiotas!


Comunidade Pró-Software Livre, não é nenhum governo vagabundo ou revista elitizada paga que vai sustentar ou quebrar o movimento, e sim nós.



Postado por Marcio Sampaio@200.201.xxx.xx [e-mail] em 23/05/2005 15h04min:
Minha única pergunta seria, desses computadores que enviaram a declaração via internet, quantos têm o software da microsoft legalizados? Menos de 50% com certeza. A iniciativa do governo vem de encontro com as atividades antipirataria que o governo americano tanto preza.



Postado por Max, o Fiscal@200.168.xxx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 16h23min:
Surpreendente, muito bem arrematado e lúcido o comentário do colega Sociedade Livre. Agora sim, senti a força de alguém com clareza de idéias (e de propósitos) dentro dessa comunidade!!!

Reforça um comentário que já fiz aqui: a tática do rolo compressor que o governo federal adota para o caso do SL recebe aplausos entusiasmados da comunidade, isso enquanto as ações lhe são favoráveis. Quando esse governo passar a governar por Decreto (como tentam agora e como já foi feito quando os militares fecharam o Congresso), quando essa aberração se tornar trivial "em nome do interesse público", e isso lhes tolher direitos, imagino que vocês não vão reclamar, certo?

Não sei se todos aqui têm idade suficiente para se lembrar do imbróglio institucional que tivemos dos anos 60 aos 80. Governava-se pela força, em nome da "segurança nacional", dos "interesses nacionais", do não-sei-o-quê nacional e de outros predicados ufanistas que casavam bem com os governantes da época. Sarney/Collor/Itamar/FHC trataram de afogar o "Eu te amo meu Brasil", deixando o povão meio ao Deus-dará, sem ideologias. Mas agora acharam outro bode pra imolar: devemos porque devemos aceitar tudo que se pretende desde Brasília em nome do não-sei-o-quê Social. "É de interesse social?" Manda uma Medida Provisória! (o Decreto-Lei do Médici com nova roupagem) "Atende aos interesses dos menos favorecidos?" Solta um Decreto sem fulcro em Lei nem na Constituição!

Situação perigosíssima essa que vocês andam a aplaudir. Uma hora essa maré vira. Tudo em nome do Social. E quando esse momento chegar, sofra calado. Não vá denunciar na Veja.



Postado por triste@200.96.xx.xx em 23/05/2005 18h44min:
Veja só que merda



Postado por Ricardo Carvalho@201.1.xx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 18h44min:
> "Comunidade Pró-Software Livre, não é nenhum governo vagabundo ou revista elitizada paga que vai sustentar ou quebrar o movimento, e sim nós."

Nossa eu consigo ouvir o som dar trombetas soando.
Bom texto.

Eu acho que faltou a revista Veja dizer que Israel, e meus "aparentados", os judeus, são uma das principais forças da comunidade Open Source e de Software Livre. E que o governo israelense, para diminuir a depêndencia americana e evitar espionagens de algumas empresas, está trocando alguns softwares por similares livres, sem falar da IDF (Forças de Defesa de Israel) que não roda proprietário em nenhum computador.



Postado por @Fiscal@200.217.xxx.xxx em 23/05/2005 21h25min:
Sr. Fiscal, se você acha que software livre é só linux e OpenOffice está muito mal informado. Se não dá para migrar tudo de repente é por incompetência dos profissionais de TI do governo que criaram milhares d programinhas feitos e M$ Access, VB e outras merdas da M$ e agora estão com a alma vendida para o diabo. Assim realmente não dá para migrar para Mac, Solaris, Linux ou qualquer outro sistema mesmo.

E como muda isso ? Tomando uma atitude de começar pelo mais fácil, migrando o que for possível para software livre e ir reescrevendo os aplicativos internos usando tecnologias web, multiplataforma e livres. Assim, se quiserem depois usar Solaris, FreeBSD, linux ou até mesmo windows não vai ter nada que impeça.

Pare de choramingar porque tiraram o seu Ruindows, que permitia você instalar seus joguinhos e programas piratas que trazia de casa.




Postado por Pedro Spoladore@200.179.xx.xxx [e-mail] em 23/05/2005 23h13min:
Também concordo que o SL deve ser adotado no governo através de licitação, e não decreto. Teoricamente, o SL desbancaria qualquer software proprietário num processo de licitação (suas vantagens, já discutidas exaustivamente, são muitas), mas infelizmente existe o lobby, e o lobby da MS é muito forte, e é tão desleal quanto um decreto. Não sei se existem outros meios de adotar o SL no governo sem ferir a democracia, visto que o software livre é democrático.



Postado por Lenin@201.6.xxx.xxx em 24/05/2005 01h01min:
É meus amigos... A URSS é logo aqui!

http://www.cfgigolo.com/archives/2005/01/a_urss_e_logo_a.html

Lobby e soluções ruins, perigosas, instáveis e caras vão continuar existindo, sejam livres ou não. A coisa só muda de figura. O governo vai deixar de gastar dinheiro com licenças e vai passar a gastar dinheiro com serviços e "coisas" agregadas, facilitando muito mais o enriquecimento de muita gente por aí. O bom ladrão é aquele que rouba e investe o dinheiro roubado aqui mesmo. Segurança nacional? QUÁ! QUÁ! QUÁ! Olhemos para o nosso próprio umbigo e capacidade, o governo do Brasil mal sabe andar com as próprias pernas em qualquer coisa: economia, social e afins, que dirá em software...



Postado por Igor Costa@200.97.xxx.xx [site] [e-mail] em 24/05/2005 01h29min:
Pessoal, como o Hutler fechou os comentários no seu site, não fiquei confortável com essa atitude, decidir blogar sobre esse assunto e está aberto espaço novamente em meu site que qualquer um pode comentar sobre isso.

Quanto mais comentar-mos sobre isso, será mais aplaudido por todos nós que defendem a atitude nobre não o orgulhismo soberbo de pessoas que acham que tem a chave do mundo ou melhor ( é primo de Deus? )

Segue o link

http://www.igorcosta.com/blogs[...];c=1&tb=1&pb=1#more119



Postado por Ricardo E.@200.180.xx.xxx [e-mail] em 24/05/2005 03h17min:
Lamento não concordar com a opinião do Alex Hubner, quando afirma que o custo de licenças é irrisório, prova por a+b que não tem o conhecimento suficiente para poder opinar a respeito.

Além de cobrar licenças, o modelo proprietário cobra também a instalação, configuração e treinamento sabiam? ou acham que por vender a licença, fazem tudo de graça? quanta ingenuidade senhores...

Agora quando algum fornecedor de SL cobra pela instalação, configuração, CUSTOMIZAÇÃO (não possível com código proprietário) e treinamento, acham caro?

Quem pagou US$ 15.000 por um compilador cobol unix em uma máquina de US$ 60.000 na década de 80, sabe das vantagens do SL no mundo corporativo, agora quanto aos
clicadores de mouse atuais só lamento, pois o mundo corporativo é beeeeemmmmm diferente das brincadeiras e devaneios de programadores "aspirantes"...

... pelo jeito o "get the facts" emburreceu muita gente por aí... dá vontade de lançar o "get the real facts"...

O único ponto que concordo é na liberdade de escolha e não obrigatoriedade...
É como o PC conectado, vem com linux mas ninguém será fuzilado em praça pública se instalar o windows nele (desde que seja legal, caso contrário PAREDÃO nele...)



Postado por Emanuel Costa@72.17.xxx.xx [site] [e-mail] em 24/05/2005 11h56min:
Esse comentário vai para o Igor Costa. Que insiste em apagar meus comentários na postagem do blog dele informada no link que ele postou aqui.

"Apagou meu comentário pq?! Tu chama o cara de Hitler e age pior que o Gengiskan! Se toca nefelibata! Tai meu email, meu site, meu endereço. Tu quis dar uma de esperto inventando hospedagem do Macromedia Flex no Brasil. Foi desmascarado por ele. E agora quer "aproveitar" uma polêmica para denegrir a imagem do Alex que nem de longe é atingido por essa tua postagem energúmena."



Postado por Davidson Paulo@200.163.xx.xx [site] [e-mail] em 24/05/2005 12h43min:
Me desculpem os leitores, mas VEJA é uma revista de ignorantes para ignorantes. Sua equipe é formada em sua maioria por burgueses almofadinhas, enfim, pessoas inúteis, pois não erguem um só dedo para melhorar NADA no país. Fazem aquilo que qualquer idiota consegue fazer: criticar. Não apontam soluções, e quando o fazem, chega a dar desespero, como uma vez em que um colunista disse, resumidamente, que os EUA são um grande país porque tem mais economistas no governos (detalhe: o colunista é economista). VEJA é o típico caso do poder que sobe à cabeça. Eles conquistaram um prestígio ao longo dos anos, e agora pensam que tudo o que escrevem será aceito pelos seus leitores. E, quer saber? Se a revista ainda existe, é porque isso está de fato acontecendo. Não existe uma só edição da VEJA que não venha repleta de absurdos e de inutilidades. A coluna mais inútil de todas é escrita pelo indivíduo mais inútil do Brasil: Diogo Mainardi, o mestre em apontar os problemas que ele não tem idéia de como resolver. Eu não sei vocês, mas eu já estou farto de ouvir imbecis falando sobre os problemas no Brasil, sem apontar soluções ou fazer algo para mudar isso. Acho que está na hora de todos mundo começar a agir. Nossa arma é a única no mundo que pode ser multiplicada livremente: o conhecimento. De 1 fuzil você não tira dois. De uma lei você não tira outra. Mas de 1 mente você tira conhecimento para milhões de pessoas. Somente o conhecimento evitará que no futuro tenhamos no quadro dos mais influentes pessoas ignorantes e imbecis como os colunistas de VEJA.

Nota: já reparam que a maioria das pessoas que concordam com a VEJA não têm coragem de mostrar seus verdadeiros nomes? Todos covardes. O que há de ruim no Brasil é por causa de pessoas como eles, e o que há de bom é feito por aqueles que os ignoram. Então ingnorem-nos, coitados, eles não têm opinião própria... eles pensam aquilo que a VEJA, a Microsoft e a Rede Globo dizem que é verdade. Tadinhos...



Postado por Max, o Fiscal@200.168.xxx.xxx [e-mail] em 24/05/2005 17h40min:
Davidson,

Está certo. Se a Veja só faz apontar problemas sem dar solução, e isso é coisa de gente inútil, imbecil, ignorante e burguesa, então deixa eu me adiantar pra não ser enquadrado como burguês ignorante:
Há uma saída para que se possa implantar a filosofia do software livre na administração pública sem incorrer em ilegalidade (ou, em outras palavras, imposição pela força - que só mesmo à custa de muito fanatismo pra achar que é um caminho saudável): os editais de convocação para participação em processo licitatório podem exigir que os aplicativos a serem adquiridos sejam multi-plataforma, como aqueles escritos em Java, Python, C#.NET, etc, desde que se comprove que na repartição onde o aplicativo será instalado haja máquinas rodando SOs diferentes (que sejam 40 Windows e uma com Linux, já é motivo pra considerar tal medida). Daí, EM IGUALDADE DE CONDIÇÕES (como a Constituição Federal exige), os desenvolvedores Java, Python, C#, etc participam do processo, mas imagino que aqueles que desenvolvem sob a bandeira do SL levarão certa vantagem em termo de custos. Se algum C#.NET aparecer com preços mais baixos, tanto melhor (lembrando que a exigência de código-fonte é vício que leva à anulação do Edital, pois não é condição "sine qua non" para que o aplicativo funcione). Agindo assim, a Administração Pública vai lograr uma migração segura e sem atropelos, e usuários (do funcionalismo público) que acompanharam os dez anos de evolução do Windows desde o Win 3.X até o XP (e que, portanto, se oporiam a essa truculenta substituição de SO), se sentiriam mais à vontade ao lidar com ambos os SO. A partir daí, tendo migrado todos os aplicativos específicos (sim! eles existem!) para o conceito de multi-plataforma, não haveria mais razão para se renovar a licença do Windows e do MS Office.
Em resumo: migração tranquila, sem fanatismos de ambos os lados. O mais barato se sobrepõe, dentro da Lei, não dando margem para aproveitadores (que, mesmo no lado do SL sabemos que existe - afinal, estamos tratando de relação público-privado).
E não me pergunte o porquê dos doutos homens do governo não terem pensado nessa saída. Imagino até que você saiba a resposta.

E, só pra dar uma cutucada: não li uma letra da solução que você tem para o impasse.



Postado por Alex Hubner@201.6.xxx.xxx [site] [e-mail] em 24/05/2005 18h55min:
Max, IMHO o caminho é por aí. Características básicas tais como funcionalidades, segurança, abrangência/portabilidade e confiabilidade também devem ser levadas em consideração. SL não é garantia de independência de fornecedor. Engana-se quem gosta de simplificar a coisa por este lado. Quando se fala em produtos, em caixinhas, pode até ser verdade, mas quando se pensa em solução e serviços (e levando-se em consideração o ciclo de vida destes), o argumento não é forte o suficiente, apesar de interessante do ponto de vista teórico. Uma comunidade não é garantia de continuidade de um projeto, de um softwate. O SourceForge é um exemplo clássico disso. Das mais de 80 mil iniciativas do SourceForge, pouquíssimas são realmente mantidas e evoluídas. A minha opinião é a de que quem garante a continuidade ou não de um software/solução/plataforma é o próprio software, não uma comunidade ou empresa. Se a Microsoft falir, será comprada por alguma outra empresa. Se uma idéia de SL for interessante, será "comprada" por alguma empresa (vide os casos do MySQL, PHP e afins) e assim por diante. O que é bom dura e se sobressai, passa adiante, está sempre sendo renovado (exemplos não faltam - dos proprietários aos livres), sem esforços, sem esperneios, sem paixão e sem religião.

Faria alguma diferença se o governo tivesse capacidade comprovada e instalada de gerir seus próprios recursos e suas próprias soluções digitais, o que jamais acontecerá sem inflar (ainda mais) a máquina pública com cargos e mais cargos mal remunerados, estatizando o desenvolvimento de software. Acredito que o que vai acontecer na prática é que, ao invés de pagar uma licença para uma empresa que desenvolve um sistema proprietário, vai pagar para uma que desenvolve um livre e continuar pagando um extra em serviços e consultorias. Pode-se economizar com isso? Acho que sim, afinal, normalmente licenças de software livre são mais baratas. Oras, porque então não se faz um edital de licitação nos moldes de uma "compra de sistema operacional para plataforma Intel com suíte de escritório com as características X e Y até o valor R$ X por estação" e deixam os players se degladiarem por preço numa área já comodotizada, como é a de desktops e suítes de escritório?

Obrigar software livre, obriga-os a gastar mais dinheiro nos casos em que produtos livres ainda imaturos, ruins, sem documentação e sem suporte adequado forem adotados - pela obrigatoriedade - em detrimento à proprietários notórios e excelentes em todos (e outros) aspectos. Lembrem-se de casos onde não se tem uma solução livre tão boa (em termos de produtividade e de geração de resultados) como o Photoshop (que Gimp que nada...) e tantos outros, principalmente na área de desktop. Cada caso é um caso. Não dá para colocar tudo no mesmo saco. Para cada tarefa existe uma ferramenta. Eu sinceramente acho que é preciosismo político e ultra-nacionalista (se lembrarmos que os nomões do SL são todos de fora) forçar SL na base do decreto.



Postado por Alex Hubner@201.6.xxx.xxx [site] [e-mail] em 24/05/2005 18h55min:
Um pouco mais de teoria da conspiração sobre o assunto pode ser lida aqui:

http://groups-beta.google.com/[...]qhp/msg/073ba498a70b26c8?hl=en



Postado por Victor@200.158.xx.xxx [e-mail] em 24/05/2005 21h18min:
Os comentários de Max e Alex Hubner capciosamente,com um discurso catastrofista, sugerem ou dão como um fato ,que o governo está agindo de forma arbitrária, incompetente e até ilegal! Na administração de sua política de informática e TI,e que vão ocorrer prejuizos, perda de perfomance e até o cáos! com a implantação mal feita do software livre.
Más a realidade dos fatos depõem contra seus argumentos,pois já ocorreram migrações em diversos ministérios e orgãos governamentais feitas de forma planejada e estruturada sem radicalismos ou fanatismos,substituindo o que é possivel, sem exessos.
E os resultados destas migraçães já realizadas é bastante satisfatório:
Diminuição de custos, aumento de perfomance dos sistemas e maior inter-operabilidade entre diferentes plataformas.
E sem questionamentos legais...( processos reais,não blá-blá-blá)
Portanto, creio que as migrações continuarão a ser feitas de forma responsável e planejada,como tem sido feito até agora!



Postado por chakan@200.193.xxx.xxx [e-mail] em 24/05/2005 22h51min:
Tudo bem, eu não entendo bem o que leva uma pessoa bem informada a achar que é mau negócio o governo adotar, ou obrigar a usar um sistema aberto em uma repartição pública. Voce quer um exemplo, "só um, funcionando no serviço público e dando um banho de qualidade", veja, a prefeitura de Rio das Ostras(RJ), lançou oficialmente a sua própria distribuição Linux, denominada TATUI - Tecnologia de Ambiente de Trabalho para o Usuário de Informática, desenvolvida para atender tanto ao Poder Executivo quanto os servidores, empresas locais e comunidade em geral.
Então me diz, porque uma solução pode funcionar em um sistema público de um municipio carioca, gerando economia, empregos, facildades para o turismo e avanços na área de TI, e ser uma má solução para outros polos?
Eu sou funcionário público e já cansei de ver material do parque de informática ser sucateado e jogado em um depósito por não suportar um upgrade de sistema, sem ao menos ser aproveitado em escolas públicas e p/ fins de erradicação do analfabetismo digital em centros comunitários. O que os executores de contrato querem é embolssar o dinheiro de propina e lobbye feito na renovação dos contratos de prestação de serviço e renovação dos contratos com a micro$oft, o básico é isto.
Quanto ao amadurecimento do sistema para um desktop, eu uso linux à mais de cinco anos, slack, Debian, conectiva, e hoje um slack e kurumin dividem meu tempo.
Não sou formado em merda nehuma, só gosto de ler e conhecer coisas diferentes. Não vou dizer que faço tudo que um "windows user" faça em seu sistema, mas o que faço, faço melhor e faço o que quero, com algo a mais, eu controlo e aprendo com meu sistema. Já instalei e continuo a instalar e ensinar a usar o pinguin a muitos amigos meus que me pedem, e nehum deles deixou de usar o sistema depois que aprendeu a lidar com ele. Nós brasileiros só precisamos de um pouco mais de força de vontade e auto-estima. Vamos manter o nosso dinheiro aqui, deixar de mandar lá p/ yankes, temos ótimos programadores, desenvolvedores, gente boa que pode ajudar nesta transformação, e quem sabe um dia não vou precisar ouvir de um funcionário público amigo meu a pergunta que me fez esta semana(PASME!): Fulano o que é Firefox, é um virus? O cara acha ainda que só existe I.E.,
Tudo que é novo realmente causa um certo receio, assusta, trás o medo de perda de posição, etc..
Então vamos mudar esta estória, e também treinar este pessoal não é??!!
Abraço.
chakan



Postado por Alex Hubner@201.6.xxx.xxx [site] em 24/05/2005 23h46min:
Victor, você fez um resumo errado do que penso. Peço que releia os meus textos e entenda que a crítica NÃO É com o software livre ou sua adoção, é com a OBRIGATORIEDADE (esse papo de "justificativa" para usar software proprietário é histórinha para boi dormir) num ambiente que não é, de longe, homogêneo e por uma solução que não atende, de longe, muitas das necessidades do nosso governo. Vai me dizer que MySQL é melhor que Oracle? Que GIMP é melhor que Photoshop? Que KDE é melhor que Mac ou mesmo Windows XP? E tantos outros exemplos.... Para cada exemplo bem sucedido (que você não cita) existe um outro ruim, infelizmente. Seria legal você dizer quais são estas migrações indolores e sucesso absoluto nas paradas.

Particularmente tenho passado tempo suficiente em Brasília para conhecer exemplos ruins. Tenho acompanhado alguns ministérios (como o MMA) que estão sendo obrigados a abandonar uma plataforma proprietária bastante satisfatória para PHP, que tem uma curva de aprendizado e tempo de desenvolvimento (leia-se custos) muito maiores. A plataforma ColdFusion Server (Macromedia), proprietária da Macromedia (apesar de existirem soluções abertas no mercado) é usada largamente pelo governo brasileiro e corre o risco de ser literalmente pixada para fora. Simplesmente porque PHP pode fazer a mesma coisa (tudo bem que é no dobro do tempo e com custos totais muito superiores aos de licenciamento e manutenção atuais). Por isso te digo por experiência própria (me chame em pvt para discutir isso se quiser): a coisa não está sendo assim tão mamão-com-açúcar não. A migração, se necessária e real deve ser feita de forma natural e não forçada. O SL se sobressai naturalmente onde ele é mais forte (vide servidores), não acho certo e necessário uma imposição destas. Deixar a coisa fluir e aparar as arestas de beneficiamentos escusos (que tenha certeza, já começam a acontecer com empresas "integradoras" de SL, nacionais ou internacionais) é mais inteligente. O problema não está no tijolo, está nas pessoas que constroém a máquina. Inocência pensar que a adoção do SL irá promover uma "limpa" no governo e que vai resolver os nossos problemas. Pode gerar mais problemas e emperrar muita coisa pelo excesso de controle estatal (como em outras áreas).

Minhas idéias extendidas a respeito deste tema podem ser lidas aqui (para quem se interessar em ler e discutir, não trolelizar):

http://www.cfgigolo.com/archives/2005/05/governo_e_softw.html



Postado por Max, o Fiscal@200.168.xxx.xxx [e-mail] em 25/05/2005 10h57min:
Sobre o comentário do colega Chakan:

"...um exemplo, ...funcionando no serviço público e dando um banho de qualidade, ...a prefeitura de Rio das Ostras(RJ), lançou oficialmente a sua própria distribuição Linux ...para atender tanto ao Poder Executivo quanto os servidores, empresas locais e comunidade em geral.
...porque uma solução pode funcionar em um sistema público de um municipio carioca, gerando economia, empregos, facildades para o turismo e avanços na área de TI, e ser uma má solução para outros polos?"

Rio das Ostras (RJ):
População: 36.769 habitantes (2000)
População Urbana: 34.552 habitantes (94%)
Área total: 229,73 km2
Densidade Demográfica (2000): 160 hab/km²
IDH-M*: 0,775
ICMS arrecadação: R$372.000,00

Diadema (SP)
População: 357.064 habitantes (2000)
População Urbana: 357.064 habitantes (100%)
Área total: 30,7 km²
Densidade Demográfica (2000): 11631 hab/km²
IDH-M*: 0,790
ICMS arrecadação: R$ 117.300.000,00

* - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

Aqui em Diadema contrataram uma empresa de Cuiabá para implantar um sistema como o que você citou. Só para nos situarmos, a maior cidade para a qual eles já haviam trabalhado era Rio Branco (AC) e seus 17 milhões de ICMS (claro que bem maior do que os 372 mil de Rio das Ostras, mas bem aquém dos 117 milhões de Diadema). Resultado: estamos batendo cabeça há 5 anos.
Descontando a trama política que resultou nesse "engano" (pra ser simpático com a tal empresa), é óbvio que não há como generalizar o uso de uma ferramenta específica para atender a todas as unidades administrativas do país. Veja que citei apenas alguns parâmetros para comparação. Se entrarmos em detalhes como política urbana, analfabetismo, geologia, clima, população economicamente ativa... a customização de um "super-aplicativo" como esse é virtualmente impossível. E indesejável: imagine uma suíte que sirva à cidade de São Paulo sendo instalada numa pequena cidade no interior do Tocantins, por exemplo, com sua meia dúzia de máquinas, sem rede. Exageros à parte, vamos tentar vislumbrar um mundo de aplicativos (SL ou não) que não sejam apenas o SO Linux ou a suíte OpenOffice.
Tenho um primo, funcionário público como eu, que trabalha no protocolo (entre outras funções) em uma cidade do interior do Rio de Janeiro. Ofereci a ele (sem custos) um aplicativo que fiz para controle de processos e falei que, nos três departamentos onde foi instalado, está gerenciando 28.000 processos administrativos. Ele me disse que se juntar todos os processos já abertos na história da cidade dele, ele não junta 10.000 processos. É por causa dessas diferenças gritantes que seu exemplo não funciona.



Postado por Hector@200.158.xxx.xxx [e-mail] em 25/05/2005 11h40min:
A veja sempre foi um péssima revista, alias a pior nacional. Quem acompanha a historia de nosso país sabe disto.



Postado por Sig@200.153.xxx.xxx [e-mail] em 25/05/2005 15h02min:
É, a Veja tem uma história de podridão com a sua linha editorial e como que escreve lá tem que seguir esta linha,acaba se tornando podre também...



Postado por Sig@200.153.xxx.xxx [e-mail] em 25/05/2005 15h07min:
ops!
correção:
onde está escrito: "e como que" leia-se
e como "quem"...



Postado por Max, o Fiscal@201.26.xx.xx [e-mail] em 25/05/2005 16h23min:
eh eh eh

Já estou imaginando o dia em que a Veja vai estampar na capa a manchete "A Revolução do Software Livre" e, do editorial à contracapa uma edição repleta de elogios rasgados à iniciativa do SL. Quero ver como serão os comentários que sairão aqui...

"Nooooossa! A Veja é fantástica!!!"

"Como são lúcidos esses jornalistas da Veja. O corpo editorial deveria receber a Ordem do Cruzeiro do Sul."

"É isso aí! Vamos assinar a Veja pra detonar a Micro$hit e mostrar pra todo mundo a nossa indignação com o Rwindow$ e o Tio Bill."

Ê molecada volúvel. "História de podridão"... boa essa.



Postado por Sig@200.153.xxx.xxx [e-mail] em 25/05/2005 17h56min:
Moléque é você !

E muito mal informado,ou muito mal intencionado(mais provavel).

E as opiniões da veja, sejam sobre software livre ou proprietário são as que menos pesam na sua podridão(afinal, não é uma publicação especializada)e sim toda a sua linha editorial engajada, pró AlCA e néo-liberal.
Más a julgar pelos seus comentários, você deve ser do tipo que lê a Veja e bate palmas aplaudindo.



Postado por Anti-FUD@200.141.xxx.xx [site] [e-mail] em 25/05/2005 20h43min:
"Particularmente tenho passado tempo suficiente em Brasília para conhecer exemplos ruins. Tenho acompanhado alguns ministérios (como o MMA) que estão sendo obrigados a abandonar uma plataforma proprietária bastante satisfatória para PHP, que tem uma curva de aprendizado e tempo de desenvolvimento (leia-se custos) muito maiores. A plataforma ColdFusion Server (Macromedia), proprietária da Macromedia (apesar de existirem soluções abertas no mercado) é usada largamente pelo governo brasileiro e corre o risco de ser literalmente pixada para fora. Simplesmente porque PHP pode fazer a mesma coisa (tudo bem que é no dobro do tempo e com custos totais muito superiores aos de licenciamento e manutenção atuais). Por isso te digo por experiência própria (me chame em pvt para discutir isso se quiser): a coisa não está sendo assim tão mamão-com-açúcar não. A migração, se necessária e real deve ser feita de forma natural e não forçada. O SL se sobressai naturalmente onde ele é mais forte (vide servidores), não acho certo e necessário uma imposição destas. Deixar a coisa fluir e aparar as arestas de beneficiamentos escusos (que tenha certeza, já começam a acontecer com empresas "integradoras" de SL, nacionais ou internacionais) é mais inteligente. O problema não está no tijolo, está nas pessoas que constroém a máquina. Inocência pensar que a adoção do SL irá promover uma "limpa" no governo e que vai resolver os nossos problemas. Pode gerar mais problemas e emperrar muita coisa pelo excesso de controle estatal (como em outras áreas)."


Eu sou funcionário público e acho que funcionários públicos que são contra softwares livres são uns parasitas acomodado. Se trabalhassem em empresas privadas estariam no olho da rua.

Vocês são pagos para implementar soluções e não para fazer uma listinha de compras de licenças de software proprietário que vai fazer tudo mastigadinho para vocês coçarem o saco depois vendo mulher pelada na internet. A Dataprev e várias outras estatais estão fazendo o correto. Se não tem um software livre que te atenda, melhore ou modifique um existente, documente um deles ou faça um vocês mesmos.

E não me venha com essa estória de produtividade. Se é improdutivo trabalhar com softwares livres é porque:

1) vocês são ignorantes no uso e operação desses softwares
2) vocês querem tudo mastigadinho e "for dummies", no estilo windows
3) não querem aprender nada mais profundamente porque são acomodados e vagabundos


Enquanto houver funcionários públicos ignorantes, preguiçosos, acomodados e viciados em tecnologias propriatárias graças à facilidade da pirataria (notem que não estou falando de todos, mas infelizmente de uma grande parte) a Microsoft, Adobe e outras vai continuar fazendo a festa.

Mas como um amigo diz, software livre não dá viagens para treinamento, comissões de 10% para quem é responsável pelas compras, não tem mulher gostosa nas feiras de informática e você bota o seu c... na reta.



Postado por Iuri de Arruda Gules@201.24.xx.xxx [e-mail] em 25/05/2005 21h25min:
Eu tenho uma idéia pra quem não quer trabalhar com SL. É simples. Vai para uma empresa que use Window :) Tem tantas que num dá nem pra contar no dedo :P(piadinha nada a ver) Se por um acaso acabarem as empresas que usam Windows pode fazer uma.Nós estamos num país livre!



Postado por Lambisco@201.6.xxx.xxx em 25/05/2005 22h06min:
Anti-FUD, você se esqueceu de um *pequeno* detalhe sobre todo este trabalho e toda essa sua bravata bobinha, especialmente quando diz "Se não tem um software livre que te atenda, melhore ou modifique um existente, documente um deles ou faça um vocês mesmos".

Isso tudo não é tão simples assim e vai custar muito mais caro do que meras licenças meu amigo...

Comentário rápido: você não é funcionário público nem aqui nem na China, quis apenas dar uma pitada de "conhecimento de causa", para legitimar o seu comentário bobinho e preconceituoso. Você não tem a mais vaga idéia do que se faz no governo, além de ser um generalista estúpido de primeira. "Sou funcionário público..." QUÁQUÁQUÁ!



Postado por Victor@200.158.xx.xx [e-mail] em 26/05/2005 01h33min:
"Isso tudo não é tão simples assim e vai custar muito mais caro do que meras licenças meu amigo..."

Oras!
É natural que a implantação de novos sistemas,sejam livres ou proprietários, demandem muito mais tempo e dinheiro do que a simples manutenção de um sistema já instalado.
Nestes casos de instalaçao ou migração de sistemas sejam livres ou proprietários,é claro que vão ocorrer gastos adicionais.

No caso de implantação de software proprietários,teremos custos com a compra de licenças que a cada nova versão terão que ser recompradas(causando com isto um ciclo mais curto de vida útil do hardware,que se torne obsoleto,exigindo sua troca com mais frequência),suporte técnico & treinamento.

No caso de instalação de software livre elimina-se o custos da licenças e obtem-se um ciclo mais longo de vida útil do hardware graças a maior capacidade de customização do software livre.

Por outro lado, o custo com o treinamento do software livre( no caso dos técnicos da área de informática) podem ser muito maiores que os do treinamento para software proprietário, isto por que neste caso( soft proprietário)se aprende básicamente como operar o sistema,ou seja,se aprende muito pouco...

Com os sistemas livres, os custos de treinamento podem ser até maiores,isto porquê o amprendizado também é maior, dadas as caracteristicas de maior flexibilidade e customização.
Só que este custo adicional,inicial, diga-se de passagem, em treinamento deve ser visto como um investimento em conhecimento.A formação de técnicos que uma vez capacitados,no médio e longo prazo retornarão
este investimento "com juros e correção monetária",diminuindo ou eliminando a necessidade de contratar súporte técnico externo ,além de poderem agir como agentes multiplicadores de novos técnicos.
Em suma, um dinheiro bem aplicado.

O uso do software livre pelo governo, aumenta a demanda por técnicos, estimulando o surgimento de cursos que abordem o software livre nas universidades (como já vem acontecendo),como o código é aberto, as possibilidades de aprendizado são muito boas,aumentando com isto a capacitação tecnológica do país, na contramão das idéias do Alex Hubner...o que causa nosso atrazo na área de software é que temos sido até agora,básicamente meros importadores de "caixas pretas".






Postado por Alex Hubner@201.6.xxx.xxx [site] em 26/05/2005 02h26min:
Victor, bons argumentos. A comunidade precisa mais disso para poder convencer. É muito difícil encontrar ponderações sensatas em defesa do SL no governo como as suas. Parabéns!



Postado por Max, o Fiscal@200.207.xx.xxx [e-mail] em 26/05/2005 11h43min:
Também acho que os conceitos expressos aqui estão evoluindo. Bons argumentos do Alex e do Victor. Não concordo em alguns pontos, mas, se concordasse, restaria a nós fundar uma nova comunidade e passar o dia inteiro a concordar um com o outro e a chamar os intrusos de "trolls".

Trabalhar na área de TI num órgão da Administração Pública não é essa moleza toda que estão pintando aqui. Mesmo se gostasse de jogar paciência ou ficar pescando filmes na internet, acho que não teria tempo pra esses luxos. O que gosto mesmo é de programar. É um grande vício, que me dá extremo prazer.
E, pelo que vejo dos demais colegas que trabalham comigo (em outras tarefas, inclusive), não há essa facilidade em sentar na frente de uma máquina e ficar passando o tempo com joguinhos, bate-papo e e-mails. A máquina pública - pelo menos aqueles que a fazem funcionar - está muito enxuta. Essa visão de salas abarrotadas, ou de paletó pendurado pode existir em seriado da Globo, mas numa repartição pública municipal ou estadual isso já foi descartado - leia-se aqui "Lei de Responsabilidade Fiscal" que impede o inchaço da folha de pagamento dos órgãos públicos.

Esses comentários:
"1) vocês são ignorantes no uso e operação desses softwares
2) vocês querem tudo mastigadinho e "for dummies", no estilo windows
3) não querem aprender nada mais profundamente porque são acomodados e vagabundos"

Além de carregar um alto grau de preconceito, revela um tremendo desconhecimento não só do que é a rotina do funcionalismo público, como de qualquer outra atividade administrativa, mesmo no setor privado.

Concordo com os itens 1 e 2: "somos ignorantes e queremos tudo mastigado". É um comentário que casa muito bem com o pessoal de Compras - com o qual estou trabalhando num aplicativo. Eles trabalham com o quê mesmo, senhores funcionários públicos do noticiaslinux?
Processos de compra, editais de licitação, empenho, aporte, financiamento, certo? Eles não trabalham com computador. Eles não querem aprender C para fuçar no código fonte e mudar o número de vias da Guia de Remessa. Eles querem sentar na cadeira, abrir o aplicativo, fazer sua tarefa e pronto. Então, por uma questão de produtividade, eles querem continuar ignorantes e que tudo venha mastigado na tela pra eles.
A tarefa de trazer essas facilidades é minha, como poderia ser de uma empresa contratada para implementá-las. E se o 3º item foi direcionado pra mim, então concluo que, além de não ser funcionário público, o colega nunca escreveu uma linha de código.




Postado por bebeto_maya@200.97.xx.xxx [site] [e-mail] em 27/05/2005 03h14min:
Postei esse comentário no fórum do Alex,
( http://www.cfgigolo.com )
sou contrário a ele, simplesmente porque, mesmo com toda essa pressão pró-Software Livre do governo, o que vemos é que ele não tem 10% de uso ainda!Ou seja, sem um mínimo de pressão não teriamos nada!

``__O governo do Paraná economizou R$15,000,000 com o Software Livre. Aqui na UFPE, os computadores com Linux costumam ter menos problemas, e nos telecentros onde se usa Linux, como em Porto Alegre, têm-se uma redução drástica de falhas aleatórias, vírus e travamentos.Linux não tem vírus daninhos quando comparados aos 100.000 do Windows. É menos invadido e geraria muito mais trabalho em suporte e manutenção, além disso nem todo software precisaria ser livre para ser usado nele, só dependeria do desenvolvedor!


__Não é ideologia, Software Livre é mais barato, quando bem implementado, a curto prazo e mais ainda depois que se forma a mão de obra especializada ou não, a médio prazo! O governo de fato adota SOftware LIvre muito na teoria, e não estou vendo imposição, mais um sugestionamento saudável, infelizmente mal estruturado, para o uso do S.L. As leis propostas são flexíveis e respeitam o bolso do contribuinte e a necessidade de se usar, quando necessário, software proprietário.


__O que vejo é que o Sr. Alex não questionou as medidas de Fernando Henrique e de seu governo, quando compulsoriamente enfiou PCs com Windows, sem qualquer outra opção, em 99,9% dos órgãos públicos em licitações super faturadas onde vendia-se o Windows+Office pelo mesmo preço de prateleira em uma loja de Shopping Center. Ou quando o mesmo governo impelia em torrar o sangrado dinheiro do FUST em máquinas Windows-like+ASP+VISUAL BASIC para ¨Democratizar a Informática¨. Nunca vi nenhuma revolta do Alex, quando do processo de informatização do país sedimentado em softwares compatíveis apenas com WIndows, desenvolvidos em Visual Basic, ASP, Delphi, SQL etc. . .Ou seja quando ele e outros tantos, hipocritamente, afirmam que não se justifica desenvolver aplicações multi-plataforma porque usuários de outros sistemas não representam ¨gente¨ e que por isso são obrigados usar o WIndows, para serem humanos, se esquecem que a atual situação de 99% de usuários de plataforma Windows, foi formentada por gente como ele, que juntamente com um curral de outras empresas e pessoas, ajudaram a sedimentar o monopólio, que ironicamente, usam hoje como justificativa para que não seja quebrado, pois representa a ¨vontade¨ das massas.Imposta por ¨eles¨ através da mídia e de uma indústria conhecida como Wintel, Windows-like, etc. . .


__Como último dado, cabe afirmar que quando tanta gente usa tais sistema proprietários, sabe-se muito bem do montante de 90% de instalações pirateadas e portanto ilegais no meio da população usuária, linux portanto ajudaria a deflacionar esses números aterradores . Mais o Sr.Alex não percebeu esse fato. . .Parece-me que ele tem bons motivos, estes sim ideológicos e pessoais, para. . .



Postado por spuk@200.138.xxx.xx em 27/05/2005 09h23min:
Fico satisfeito em ver que está crescendo a proporção de esclarecidos em meio à "comunidade livre". (Em contrapartida aos puramente utopistas/idealistas/che-guevara-wannabe/etc.)

Não digo que concordo, mas me agrada ver comentários como os de "Max, o fiscal", "Sociedade Livre", " Alex Hubner", e alguns mais.

Me pouparam comentários (possivelmente mais mal-escritos, rasos, e com menos conhecimento de causa :]).



Postado por bebeto_maya@200.164.xxx.xx [site] [e-mail] em 27/05/2005 13h57min:
"Fico satisfeito em ver que está crescendo a proporção de esclarecidos em meio à "comunidade livre". (Em contrapartida aos puramente utopistas/idealistas/che-guevara-wannabe/etc.)

Não digo que concordo, mas me agrada ver comentários como os de "Max, o fiscal", "Sociedade Livre", " Alex Hubner", e alguns mais.

Me pouparam comentários (possivelmente mais mal-escritos, rasos, e com menos conhecimento de causa"

__Não preciso dizer que a fonte que ele usou como referência lhe precedeu a ruina da resenha jornalistica.Pois a Revista Veja, e é consenso entre bons jornalistas, a muito abandonou a boa escrita.E a matéria tem muitas falhas e é tendenciosa, ou seja se o ALEX erigiu seu prédio em pilastras fragéis, todo o resto desabou, por mais que ele critique.!



Postado por verdi@200.153.xxx.xx [e-mail] em 27/05/2005 13h59min:
È, só pelo fato de você atribuir posturas ideólogicas de esquerda, aos que tem opinião diferente da sua,como se fossem idiotas estas pessoas,já denota a sua posição:
Um facista de direita, que arrogantemente se acha superior aos que tem idéias diferentes das suas...



Postado por anoni@201.6.xxx.xxx [e-mail] em 28/05/2005 13h40min:
60 bilhões compram aloprações irresponsáveis de qualquer tipo de "jornalismo" ou merchandisig editorial.

Obrigar contribuites a usar Windows (original ou pirata) para Declarar IR não incomoda os amantes da liberdade de expressão ?

whg3[ARROBA]microsoft.com = máximo da comédia!!!! Valeu a idéia...(faltou:) Liberdade máxima para os monopólios tirarem a liberdade das pessoas. Abaixo a programação multiplataforma que tira a chance de obrigar as pessoas a usarem SS-Windowz. Viva a pirataria que dá a chance de marginalizar as pessoas tirando dinheiro dos ricos e pobres com piratas já recheados de vírus (por serem gravados em outros sitemas MS-Windows) e dos pobres com impostos até sobre esmolas (IPI e ICMS sobre o pãozinho e cafezinho e bolachas sobre aquele R$ 1,00 do farol ou da calçada) para comprar licenças MS-Gestapo. Muitos ricos sonegam na boa e dão banana pro Bill. Viva a desinformação paga dos jornalistas do Brasil !!!



Postado por Marcos G. Pessoa@200.175.xxx.xx [site] [e-mail] em 29/05/2005 15h22min:
Oras, todo mundo sabe que a revistinha Veja é escrita primeiro em Inglês e depois traduzida para o português. Royalties pro Helio Fernandes da www.tribunadaimpresa.com.br



Postado por VoIP - Voice Over IP@201.22.xxx.xxx [site] [e-mail] em 17/09/2005 16h12min:
O que é VoIP ?, Como o VoIP processa uma chamada de voz?



Postado por Jaques Silva@201.26.xxx.x [e-mail] em 15/05/2006 17h05min:
Parace que toda vez que se fala em software livre ainda fica a insistente idéia de que livre é sinônimo de gratuito. Precisamos de empresas investindo em software comercial para linux e precisamos contribuir com aqueles que desenvolvem softwares livres e os disponibilizam de forma gratuita. O maior força do linux é ser livre, adaptável e seguro e não em ser gratuíto. Uma grave dificuldade no uso dos sistemas operacionais como Windows e MAC é que a cada nova versão que é lançado o computador fica absoleto. Quem migrou do MacOs 9 para o MAcOs X sabe disso e quem tinha uma máquina com Windows 98 rodando bem sabe o que acontece quando migra para o Windows XP e vai acontecer o mesmo quando migrar para o Windows Vista. Com um sistema como o linux é possível adaptá-lo para rodar em máquinas mais simples dependendo da necessidade. O mercado Windows e mesmo Mac investe na cultura do absoleto (ainda que um processador possa durar mais que 20 anos...). Isso é um desperdício de recursos. Não podemos ser coniventes com isso. Só porque é do ano passado não quer dizer que ficou absoleto do ponto de vista funcional e mesmo que tenha ficado absoleto não significa que se tornou descartável. O software livre pode até ser mais caro na implantação devido ao custo de contratação de programadores mas eu penso que o longo prazo o custo de manutenção seja menor (?). E também não se trata de fazer uma cruzada contra a Microsoft ou a Apple. Isso seria ridículo. Existem excelente softwares comerciais que rodam muito bem nestas plataformas. Por outro lado a adoção de soluções não "enlatadas" cria o estímulo ao estudo e pesquisa e com isso estamos formando mais pessoal qualificado. A longo prazo isso é muito importante.



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