Lançada a mais completa distribuição Linux para aplicação na área de geotecnologias. A nova versão do Geolivre Linux é baseada no software Kurumim 5.0.
Postado por Willian Henry Gates III@200.175.xxx.xx [site] [e-mail] em 12/07/2006 00h55min:
Uma distribuição dedicada à geotecnologia baseada no Kurumin? Que contradição.
O Kurumin, na minha opinião, é uma das distros mais instáveis existentes. O desempenho dela também não acho muito bom. Visto que os programas usados nesta nova distro (essa aí da notícia) são, em sua maioria, programas bem pesados, seria bem melhor se eles fizessem essa distro baseada no Slackware, que tem fama de ser uma das distros Lixux mais leves e estáveis existentes. Ou talvez no Debian.
Uma distro dedicada a trabalhos pesados como esta nunca deveria ser baseada em uma pseudo-distribuição como o Kurumin. Foi um erro grave.
Postado por RafaelSF@200.174.xxx.x [e-mail] em 12/07/2006 08h17min:
Olá,
Eu frequento esse site e o BR-Linux (entre outros) diariamente e por incrível que pareça os comentários do "Willian Henry Gates III" são dos mais relevantes que eu tenho lido.
É sempre grande a diferença entre a argumentação e o fanatismo.
Postado por Grégoire Demets@201.31.xxx.xxx [e-mail] em 12/07/2006 08h32min:
Nunca tive problemas com o Kurumin. Mesmo porquê ela mesmo é baseada em Debian e Knoppix. O que tenho feito é evitar a instalação de pacotes em fase de teste, que vez ou outra causam alguns problemas. Acho que o kurumin deveria ser encarado como uma porta de acesso ao Linux para os menos esclarecidos em informática, pois duvido muito que algum usuário que nunca tenha visto o Linux consiga instalar de primeira o Slack sem problemas...Acho bem válida a ecolha. Abraços
Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 12/07/2006 09h39min:
Grégoire, esta-se falando de pacote voltado para a área de Geotecnologia. Sei muito pouco sobre Geotecnologia, mas imagino que os técnicos da área estão preocupados muito mais com os resultados que colherão e muito menos em instalar um SO. Acho que na verdade eles, assim como os zilhões de outros usuários de computador, não querem saber é nada sobre o OS, pra não perder tempo. Pra quebrar a cabeça com isso (qual é o mais leve, o mais estável, o de menor custo/benefício, o mais portável, o mais amigável) é que existem profissionais de TI. Com certeza, embarcar um pacote essencialmente técnico no Kurumin foi uma bola fora.
Agora, mudando de assunto, a notícia parece novidade mas o pacote de ferramentas abertas que embarcaram é o mesmo de sempre (e que até hoje o pessoal que lida seriamente com o assunto engoliu). Estou esperando pra ver quando essas ferramentas abertas de geoprocessamento vão alcançar os grandes do mercado. Principalmente o até agora imbatível AutoCad. Não adianta brincar de fazer GIS fazendo interpolação com a tosquêra do QCad.
Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 12/07/2006 09h49min:
Errata:
...(e que até hoje o pessoal que lida seriamente com o assunto não engoliu).
Postado por Java-Cachaça@200.220.xxx.xxx [site] [e-mail] em 12/07/2006 10h40min:
Sou obrigado a concordar com o William desta vez.
Postado por Glauco Man@200.158.xx.xxx [e-mail] em 12/07/2006 23h47min:
Eu naum concordo com algumas coisas que vcs disseram, mas vou com calma, pq naum entendo nada de geoprocessamento, e nem sei como é que ficou essa distro modificada. A maioria dos meus comentários vai pro WHGIII, ok? 1-) Bom, eu imagino que a intenção dessa distro é realmente facilitar para o pessoal que usa esse tipo de ferramenta, pois basta instalar o SO, que todo o ambiente necessário para a execução do trabalho dos funcionários ligados ao geoprocessamento vai estar prontinho para uso, faltando só os ajustes comuns do tipo rede, e-mail, impressoras, essas coisas. Se é uma entidade pública, ou já acostumada com linux e SO (acreditem, tem muita gente nerd nessa área tb), com certeza o impacto cultural naum vai ser tão grande assim; 2-) Eu sou usuário do slackware a anos, adoro mesmo essa distro pq sei que ela me dá a oportunidade de aprender mais e mais como um SO trabalha realmente numa máquina, e sei que ele tem um desempenho muito bom na máquina. Mas eu já trabalhei de suporte técnico e programador JAVA numa empresa de desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de linhas férreas MUITO PESADO, e lá se usava o kurumin... honestamente, não achei essa distro tão instável quanto o WHGIII comentou; 3-) O termo "pseudo-distribuição", usado pelo WHGIII deveria ser um pouco menos agressivo. Quem tá um pouco inteirado do mundo linux no Brasil, sabe que o Calos Morimoto é, com certeza, um dos maiores contribuidores na área de TI do país. Basta ler as dezenas de artigos e livros gratuítos que lança sempre. E garanto que não são livros dirigidos somente a usuários Linux; 4-) Software Livre é uma opção, utiliza quem acredita que ele vai ajudar a alcançar melhores resultados baseados na política de sua empresa. Essa distro foi criada para isso, para ser uma opção! Não para tirar mercado de ninguém! Portanto, comentários do tipo "Não vai dar certo pq já tem coisa igual no mercado" não é válido! Por favor, apenas percebam que é importante termos mais opções no mercado! Se inovações, o mercado não avança!
Bom, é isso. Fiquem à vontade para discutir o q eu disse, precisamos conversar sempre para podermos entender melhor diferentes pontos de vista.
Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 13/07/2006 01h46min:
Glauco,
Também não sou especialista, mas tenho um pouco mais de contato na área.
O grande consumidor de sistemas de Geoprocessamento (GIS) são os órgãos públicos, em particular aqueles ligados ao controle urbano, no qual atuo. São sistemas com uma capacidade terrível de consumo de recursos da máquina. Em linhas gerais, os aplicativos do pacote devem scanear uma imagem obtida por aerofotogrametria, de modo que todos os objetos que formam perímetros (imóveis, terrenos, ruas, calçadas) possam ser identificados através de polígonos. Onde moro, por exemplo, seria identificado através de um retângulo que fecha o meu terreno e outro polígono irregular que delineia minha casa, a garagem e as quedas do telhado. Minha rua também seria identificada da mesma maneira. Cada linha desses polígonos pode conter várias referências, cada nó (interseção entre linhas) também, e o interior do polígono também recebe referências em separado. Enfim, o sistema deve unir essa imensidão de polígonos num processador de imagens vetoriais e conseguir identificar e desdobrar cada "objeto" (linha, ponto, área) nos seus mais diversos parâmetros (a Secretaria de Saúde pode pedir que se inclua parâmetros referentes a incidência de dengue em cada casa, para processar depois o risco de epidemia em uma rua, bairro, região, cidade, etc). Imagine então uma cidade de porte médio, com 250.000 habitantes, em torno de 50.000 residências. Um mapa dessa cidade conteria perto de 40 milhões de polígonos, 125 milhões de linhas, 80 milhões de interseções, cada uma podendo conter tantas referências quantas forem exigidas por cada secretaria (umas 15 referências é um número razoável).
Peça para o aplicativo GIS mostrar o mapa geoprocessado dessa cidade inteira e aí sim você verá um aplicativo MUITO PESADO. Geralmente um pedido generalizado como esse é raro, mas quando se é necessário, dá pra clicar no "Run" às 9:00 manhã e já sair pro almoço.
O Kurumin é reconhecido pela comunidade como uma "distro" para leigos, com deficiências incorporadas para não assustar esse novo usuário. Se você garantir que ele é tão rápido e estável quanto uma outra boa "distro", então não vou nem entrar nessa conversa.
O problema é que, independente do SO, quem peca na hora de usar o sistema é o QCad. Todo o esforço de um GIS está baseado na capacidade do editor de vetores, e o QCad tem erros conceituais que jamais vão colocá-lo à altura do AutoCad. Os profissionais da área sabem exatamente quais são os pontos fracos do Qcad e de seus similares (a AutoDesk adora bater nessas teclas quando vai se promover) e, na hora da licitação, esses pontos fracos não são esquecidos. E adivinha qual é o pacote que sai da concorrência por deficiência técnica? Então não adianta essa "distro ter sido criada para ser uma opção". Quem é do ramo não quer usá-la porque ela ainda não serve.
P.S. Avisem o Morimoto que estão vendendo um livro dele por 54 reais na Siciliano.
Postado por Fera@201.1.xxx.xx em 13/07/2006 01h50min:
Concordo.
Postado por Cotl@200.144.xx.xx [e-mail] em 13/07/2006 08h34min:
boa Glauco Man
"Uma distribuição dedicada à geotecnologia baseada no Kurumin? Que contradição."
Contradição é alguem que odeia o software livre palpitar sobre a estabilidade desta ou daquela distro.
Morimoto é mestre no assunto!
Postado por sardinha@213.22.xx.xx em 13/07/2006 09h44min:
É triste presenciar pessoas neste forum que nao reflectem no assunto da noticia em si e o que estao prontos logo a fazer e so criticar, voces reparem nos argumentos sempre das mesmas pessoas do William e do Max, qualquer tipo de noticia antes de argumentarem situacoes coerentes a tendencia é entrar logo para matar e deitar abaixo o trabalho dos outros. É isso que voces sabem fazer melhor ? Crescam um bocadinho.
Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 13/07/2006 09h52min:
Bom. Digamos que uma cidade pequena queira ter seu GIS. Nesse caso, o pacote aberto é a melhor solução, talvez única. É só lembrar que um bom GIS pede AutoCad, que está uns 5 mil Reais. Isso é só o começo: a máquina, dedicada, precisa ser beeem parruda; um especialista nem se sentará na frente de um monitor menor do que 23"; o suporte é intensivo por um período muito grande - pode chegar a anos; e deve ser montada uma equipe de profissionais especializados para gerenciar tudo, o que demanda um custo mensal que assusta; isso para não entrarmos no custo da própria suíte GIS. Enfim, é estrutura para poucos.
Mas uma coisa bem acanhada, amadora mesmo, acolheria muito bem a solução aberta, e todas as suas limitações.
Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 13/07/2006 09h58min:
Sardinha, são esses os seus argumentos? O que você tem a falar sobre GIS? Já viu um monstro desses rodando? Já viu a cara de um? Para quê você postou aqui se não tem mais nada a dizer além de seus constantes achincalhes? Então eu devo crescer? Pra ficar de que "tamanho"? Do seu? Prefiro ficar pequenino.
Postado por Max Job@200.161.xxx.xx em 13/07/2006 10h02min:
Colt e Sardinha, é o melhor que podem fazer ?
Ou vão negar que Kurumin, dentre as distros 'tops' não é a mais mal feita ?
Pode ser prática, simples, intuitiva, mas são características dispensáveis para tal atividade.(Geoprocessamento).
Tentem denovo, espero que dessa vez com argumentos que comprovem a necessidade do Cúrumin neste caso.
Postado por Bichard Stallmann@201.1.xxx.xx em 13/07/2006 10h34min:
É triste presenciar pessoas neste forum que nao reflectem no assunto da noticia em si e o que estao prontos logo a fazer e so aplaudir, voces reparem nos argumentos sempre das mesmas pessoas do Sardinha, qualquer tipo de noticia antes de argumentarem situacoes coerentes a tendencia é entrar logo para elogiar e supervalorizar o trabalho dos outros. É isso que voce sabe fazer melhor ? Cresca um bocadinho.
Postado por sardinha@213.22.xx.xx em 13/07/2006 12h12min:
Voces que so criticam falam de boca cheia e é só a vossa opiniao, por acaso ja testaram o programa e viram se fica lento ou essa trampa toda que voces dizem que fica ? A vossa opiniao e tao valida como a minha, simplesmente quem usa e testa o programa e que pode argumentar algo. Agora se for so para dizer o que se acha do programa isso toda a gente especula sobre o assunto. E tem direito a sua opiniao tal como eu obviamente.
Postado por Max Job@200.161.xxx.xx em 13/07/2006 12h52min:
Já usei Kurumin. Isso serve ?
Usei, teste, não gostei.
(E para saber que QUALQUER software terá um melhor desempenho em uma distro mais enxuta precisamos de um mínimo de inteligência assim ó []).
Postado por Glauco Man@200.232.xxx.xxx [e-mail] em 13/07/2006 13h39min:
Bom, então se o problema é desempenho... será q esse sistema de geoprocessamento pode ser clusterizado? se sim, existem várias distribuições linux q já vem prontas para clusterização... sendo assim, vc pode instalar dual boot em uma determinada quantidade de máquinas da sua instituição, e deixar os dados mais parrudos a serem processados rodando durante a noite em todas elas... é, acho q, assim, até mesmo um órgão público de tamanho respeitável, ou empresas que estão tendo experiências em geoprocessamento, poderiam se beneficiar dessa vantagem do linux...
mas é só uma sugestão! não estou sendo comunista!
Postado por Max Job@200.161.xxx.xx em 13/07/2006 13h46min:
Claro Glauco, aliás, temos vários exemplos de casos de sucesso com cluster em linux.
Petrobrás por exemplo.
Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 13/07/2006 14h27min:
Glauco, infelizmente o coração de uma suíte GIS é o editor de vetores. Não tenho dúvidas de que todo o pacote embarcado nessa "distro" aponta sua compatibilidade com o QCad. Não dá pra readaptá-lo satisfatoriamente para uso no AutoCad, que, como disse anteriormente, é imbatível nessa área.
Esperava não me dirigir ao Sardinha, pelo menos enquanto ele não trouxesse argumentos válidos para a gente discutir, ou um discurso menos inflamado (e toldado) pelo ódio incondicional às soluções proprietárias. Mas ele levantou uma questão interessante: ----------------- "...por acaso ja testaram o programa e viram se fica lento ou essa trampa toda que voces dizem que fica ?" ----------------- Como já afirmei, o QCad e seus similares partiram de conceitos diferentes dos que embasam o AutoCad. Por conta dessa disparidade, e por conta do amplo domínio da AutoDesk entre os aplicativos CAD, os concorrentes estão sempre alguns passos atrás, pois precisam realizar adaptações para emular as funções do AutoCad. E essas adaptações demandam em maiores exigências da máquina, além de nunca serem totalmente satisfatórias. Portanto, não posso fiar na possível lentidão resultante do uso do QCad, mas sou categórico quanto as limitações da solução livre, quando comparada com as proprietárias que já se encontram no mercado (todas importadas, não custa lembrar - vejam que esse mercado é muito restrito).
Bichard, sua análise sobre o comportamento do Sardinha foi brilhante. Um belo exemplo de reaproveitamento de código-fonte, com upgrade.
Postado por sardinha@213.22.xx.xx em 13/07/2006 15h02min:
Eu elogio o trabalho dos outros, voces criticam, qual e a diferenca entre mim e voces ? Acho que nem vale a pena descobrir. No dia que vir voces a falarem bem de open source acreditarei que a vossa tendencia nao e contra o software livre mas sim pelo bem estar da evolucao da industria das tecnologias de informacao.
Vou continuar a insistir sim a alertar para pessoas como voces que a primeira coisa que fazem e logo criticar o trabalho que os outros fazem sem saberem sequer como se ira comportar o projecto em si aplicado a empresas ou noutras areas especificas. Ate la sao so especulacoes puramente especulacoes e FUD q.b.
Crescam.
Postado por Max, o Fiscal@201.27.xx.xx em 13/07/2006 16h17min:
"Não alimentem os trolls."
Quem diria... chegou o meu dia de escrever isso.
Postado por ricesp@200.191.xxx.x em 14/07/2006 02h30min:
Concordo que a escolha do Kurumin para base de uma distro com estas características não parece ter sido a melhor opção. Existem diversas distribuições que poderiam ser muito bem aproveitadas para isso. O Slack seria uma delas, mas o trabalho seria muito maior (mas com mais benefícos também).
Ambos não pareceram utilizar o QCad como render, portanto talvez sejam interessantes para quem é da área. Fora vários outros projetos de GIS que se encontram em desenvolvimento que também não utilizam o QCad. Só a título de informação...
Postado por Geoman@201.37.xx.xxx [e-mail] em 15/07/2006 01h07min:
ja ouviram falar de Erdar e ArcGis?
Postado por Geoman@201.37.xx.xxx [e-mail] em 15/07/2006 01h08min:
errata .. Erdas, ArcGis;;
Postado por Max, o Fiscal@200.206.xxx.xxx em 15/07/2006 12h23min:
Ôpa, um Geoman!
Bom, não conheço o Erdas. O ArcGis é o top de linha das ferramentas GIS, e é o que nós temos no trabalho. É americano, totalmente compatível com o AutoCad, paga-se uma licença anual para utilizá-lo (e que não é barata), é configurável, permitindo a edição e a criação de novas ferramentas com SQL, C#, VBScript e - salvo engano - Delphi. E os fontes não estão disponíveis (a não ser as janelas para configuração) e nem podem ser cedidos. É, portanto, ferramenta proprietária (e a melhor do mercado) que não cabe nesta discussão.