Graças a uma entrevista recente de Bill Gates dada ao Cnet acho que obtive os elementos que ainda faltavam para formular minha teoria sobre as reais intenções da Microsoft em relação ao software livre.
Os objetivos da Microsoft, na minha modesta opinião, são os seguintes:
1. Enfraquecer a relevância e influência ideológica do software livre (SL como movimento social) sobre os programadores e portanto sobre a forma como eles colaboram e licenciam o software produzido;
2. A cisão do software livre, tal como existe hoje, em duas categorias distintas em um futuro próximo: o software grátis (que Gates compara com aquilo que a Microsoft oferece de ‘graça’ como o IE, ISS, etc) e o software open source comercial. Este segundo submetido as mesmas regras e amarras do software proprietário tradicional, com patentes de software e propriedade intelectual nos modelos convencionais. Aproveitando ainda a produtividade, eficiência e qualidade do código produzido de maneira colaborativa.
Simples assim! Ou seja, uma volta ao começo.
Essa estratégia começa lá pelos idos dos anos 1990 e vai sendo aperfeiçoada com o passar do tempo até os dias atuais.
Ela passa pela negação inicial da relevância do software livre, pelo FUD descarado da campanha “Get the Facts” e “evolui” para as iniciativas recentes de aproximação amistosa com a comunidade através de eventos, do laboratório de interoperabilidade, da colaboração em projetos, dentre outras, até o pacto recentemente firmado com a Novell.
Dito isso eu ainda me pergunto, qual será o próximo passo? Seriam esses objetivos factíveis?
E olha que eu não estou usando guarda-chuvas nem soltando foguetes.
Referência: Gates on Vista, Linux and more - Cnet
Postada por: Antonio Fonseca, antoniosfonseca{ARROBA}yahoo.com