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Software livre tem mais adesão entre grandes e médias empresas brasileira

2007-05-30 21h50min




"O software livre tem mais penetração entre as grandes e médias empresas, revela pesquisa TIC Empresas 2006, feita pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br - NIC.br. Os dados indicam que o código aberto é usado em 61% de corporações com mil ou mais funcionários e em 62% com 250 e 499."

Fonte: http://clipping.nic.br/clippin[...]medias-empresas-aponta-nic.br/







Comentários dos leitores:


Postado por _@201.43.xxx.xxx em 30/05/2007 22h27min:
E com isso cai por terra a tese de que o software livre faz sucesso por ser barato.



Postado por joca@201.91.x.xxx [e-mail] em 31/05/2007 06h01min:
Que comentário inútil ...



Postado por Andre@200.165.xxx.xxx [e-mail] em 31/05/2007 07h25min:
A pesquisa nao falou que software livre é usado ? é firefox ? linux ? openoffice?



Postado por _@201.43.xx.xx em 31/05/2007 08h54min:
O meu comentário adiciona algo à discussão. O seu comentário sobre meu comentário é completamente inútil e poderia ser excluído pela equipe do NoticiasLinux.



Postado por Moisés Augusto@201.32.xxx.x [e-mail] em 31/05/2007 10h14min:
É por ser barato tb, pode ter certeza.

Acho q o OpenOffice deve liderar, exemplo : Correios e BB.



Postado por Vraptor@201.58.xxx.xxx [e-mail] em 31/05/2007 10h17min:
Certamente deve ser software livre em geral, acredito que focando mais na area de servidor de net e o aplicativo OpenOffice.
Acredito que enquanto uma empresa como a Borland não comercializar uma ferramenta RAD para o Linux, sua adesão será lenta, principalmente nas pequenas empresas.
A Microsoft deve ter dado muita grana para Borland descontinuar o Kilyx, e ainda acabou por desmantelar o time de desenvolvimento do Delphi.
Teremos de ter paciência.
Abraços, Daniel



Postado por _@201.43.xx.xx em 31/05/2007 10h52min:
Com certeza o TCO do software livre é menor, mas se são na maioria grandes corporações isso é um indicador de que esse não é o motivo principal.



Postado por Max Job@200.161.xxx.xx em 31/05/2007 12h36min:
TCO nem sempre é menor.

Há casos e casos, e muitos fatores devem ser levados em conta. (Treinamento de pessoal, suporte etc).



Postado por _@201.43.xx.xx em 31/05/2007 14h13min:
A longo prazo sempre é menor.



Postado por Max, o Fiscal@200.168.xxx.xxx em 01/06/2007 09h34min:
Em primeiro lugar: não dá pra levar a sério a proposta de uso de suites "office" e "browsers" para gerenciar uma empresa. Se esse é todo o potencial do SL à disposição do empresariado, não me admira que o Linux seja só uma eterna promessa, que só faz a alegria de algumas instituições de ensino público e umas prefeituras "de esquerda".


Isto posto,

É compreensível a adoção maior de SL por grandes empresas (se considerarmos que todos se valem de softwares legalizados) - acredito - por três frentes diferentes:

- O pequeno empresário adquire softwares para administrar sua empresa a partir da instalação das suas máquinas, ou a partir de um "upgrade" - muitas vezes saídos do ambiente DOS. Não existe empresário que se sinta seguro com um processo destes - tempo é dinheiro, acreditem - então a melhor fórmula para a mudança de suas rotinas internas é a informação - com seus amigos na Associação Comercial, no Sindicato Patronal ou com seus vizinhos de empresa. Empresário não é bobo: não vai embarcar numa aventura com um software não testado, sem referências seguras, e num ambiente diferente do que ele tem em casa (ou no quiosque do Shopping, ou na Lan-House do quarteirão). Bobagem? A tendência de quem quer abraçar o mundo é essa mesmo: "Meu produto é melhor! É IMPOSSÍVEL que não queiram usá-lo desesperadamente!" Continue pensando assim, deixe de bolar estratégias pra reverter isso, e o Linux vai patinar como sempre;

- A informatização de uma pequena empresa tem o condão de - finalmente! - provê-la à força de boas práticas administrativas. A grande empresa, por outro lado, é bem administrada e precisa justamente do contrário: busca o software que se adapte completamente às suas rotinas. Então, enquanto o primeiro quer a fórmula consagrada e implanta o "genérico funcional", o segundo quer o exclusivo, o novo, o que tem "a sua cara". Nesse caso, o SL tem sido a panacéia da vez, sempre aliado à formação de uma equipe interna de desenvolvedores ou à terceirização com cláusulas de sigilo (afinal, o software é livre, mas suas práticas administrativas não). Basta ver que os tão propalados softwares baseados no ambiente Linux dos grandes magazines não estão à disposição. Então, se aproveitam do conceito mas não repassam... que pena, né? Vamos fazer uma passeata contra isso... Mais fácil: vamos fazer um abaixo-assinado virtual...





Postado por Max, o Fiscal@200.168.xxx.xxx em 01/06/2007 09h36min:
- Uma outra vertente é o empresário industriário: enquanto o comércio já conta com algumas soluções Linux para automação comercial (basicamente a louvável inicativa da Bematech), a indústria está completamente à pé: a quantidade, variedade e origem de equipamentos é gigantesca (na perspectiva do desenvolvedor, infinita :o), e raros são os drivers Linux disponíveis. Então temos a reunião de fatores bem desfavoráveis: hardwares "incompatíveis com Linux desde a fonte",enorme variedade de funções, entradas e saídas (físicas ou não), além das rotinas administrativas de cada indústria. Ou seja, coquetel bem indigesto pra quem desenvolve software.



Postado por _@201.43.xx.xxx em 01/06/2007 10h13min:
"Em primeiro lugar: não dá pra levar a sério a proposta de uso de suites "office" e "browsers" para gerenciar uma empresa. Se esse é todo o potencial do SL à disposição do empresariado, não me admira que o Linux seja só uma eterna promessa, que só faz a alegria de algumas instituições de ensino público e umas prefeituras 'de esquerda'."
Você convenientemente ignora o fato de que a Microsoft, fornecendo IDEs baratas porém completamente monoplataformas (advinha qual plataforma), engole praticamente todo o desenvolvimento de software para sua própria plataforma numa só jogada anti-competitiva.

"Empresário não é bobo: não vai embarcar numa aventura com um software não testado, sem referências seguras"
Infelizmente o "Get the Facts" faz um efeito muito maior do que a gente imagina, e infelizmente o software livre de ótima qualidade é taxado como "não testado" e "sem referências seguras", apesar de haver muito mais corporações responsáveis por trás do software livre do que por trás do Microsoft Windows - que só tem uma empresa com fama de fazer software ruim por trás.

"Continue pensando assim, deixe de bolar estratégias pra reverter isso"
Nosso objetivo não é abraçar o mundo e sim produzir software de ótima qualidade. É uma pena que haja um ciclo vicioso, um problema daqueles da galinha ou do ovo: se quisermos produzir software usável (por usável entenda software com bom suporte da parte de fornecedoras de hardware e software), precisamos de maior adoção. Seria bom também de quebra já acabar com monopólios que barram a inovação tecnológica...

"e o Linux vai patinar como sempre;"
Defina "patinar".

"Basta ver que os tão propalados softwares baseados no ambiente Linux dos grandes magazines não estão à disposição. Então, se aproveitam do conceito mas não repassam... que pena, né? Vamos fazer uma passeata contra isso... Mais fácil: vamos fazer um abaixo-assinado virtual..."
Não podemos obrigar ninguém a concordar conosco e colaborar com software livre. Podemos, por outro lado, produzir software de ótima qualidade, demonstrar portanto que o modelo de desenvolvimento livre é melhor e finalmente acabar convencendo-os de que o caminho ideal é a liberdade do software. Por isso nos focamos em produzir software bom e não em campanhas de marketing.

"raros são os drivers Linux disponíveis."
Correção: raras são as documentações de hardware disponíveis. Isso é um problema terrível e uma vergonha: em algum momento a indústria de hardware de computador em geral se desencaminhou seriamente e decidiu que as fabricantes, e somente as fabricantes, seriam responsáveis por seu hardware, e nós ficaríamos eternamente dependentes delas. Engraçado, pois em outras indústrias, como a indústria automobilística, as empresas são obrigadas por lei a fornecer ao consumidor as informações necessárias para usar e manter o produto. Contra isso sim deveríamos promover uma passeata ou um abaixo-assinado.

"Ou seja, coquetel bem indigesto pra



Postado por _@201.43.xx.xxx em 01/06/2007 10h14min:
/* sistema de comentários mal-feito */

"Ou seja, coquetel bem indigesto pra quem desenvolve software."
Eu que o diga.



Postado por Max, o Fiscal@201.27.xx.xx em 01/06/2007 21h06min:
"Você convenientemente ignora o fato de que a Microsoft, fornecendo IDEs baratas porém completamente monoplataformas (advinha qual plataforma), engole praticamente todo o desenvolvimento de software para sua própria plataforma numa só jogada anti-competitiva."

É verdade. Ignorei convenientemente. A Microsoft acabou com a concorrência, deixou só esse monstrengo pesadão do Java - convenientemente também. É como sempre digo: o SL é bom pra todo mundo, do "gamer" à prefeitura, do tradutor de software estrangeiro ao escritor de livrinhos do tipo "Linux for dummies". Só se esqueceram dessa raça ruim do desenvolvedor. Esse ser ganancioso e sem coração que não admite que uma só linha do seu projeto seja utilizada para o bem da humanidade sem faturar algo com isso.


"Infelizmente o "Get the Facts" faz um efeito muito maior do que a gente imagina, e infelizmente o software livre de ótima qualidade é taxado como "não testado"...
Estou falando de situações reais. Vá à loja de auto-peças do seu bairro e pergunte pro dono se ele já ouviu falar de "Get the Facts". Depois pergunte se ele já ouviu falar de Microsiga, por exemplo.


"Nosso objetivo não é abraçar o mundo e sim produzir software de ótima qualidade. É uma pena que haja um ciclo vicioso,"...
Não é ciclo vicioso. Eu também produzo softwares, e meus clientes ficam bem satisfeitos com eles. Ofereço o que eles querem: soluções enxutas e personalizadas, suporte presencial e intensivo, ambiente seguro, banco de dados protegido e otimizado ao extremo e - principalmente - relacionamento com confiança de ambos os lados. Recebo dinheiro (irc!) por isso. Não são vícios, são virtudes. E não dependo de "monopólio" da Microsoft para oferecer a minha parte. Bastaram 17 anos de bons serviços prestados.

"Defina 'patinar'". Em minha terra falamos que algo "patina" quando se esforça, esforça, tenta, tenta, mas não progride como deve, não sai muito do lugar. Também poderia ser "rodando feito um peru".

"Não podemos obrigar ninguém a concordar conosco e colaborar com software livre". Pois é.





Postado por Max, o Fiscal@201.27.xx.xx em 01/06/2007 21h08min:
E, por fim:

"Correção: raras são as documentações de hardware disponíveis". Correção: disse drivers e está errado, fora do contexto. Correto seria dizer que não há equipamento industrial com interface manipulável por PC que adote o Linux como seu SO - nem mesmo como opção. Daí voltamos lá em cima: não adianta eu bater na porta da metalúrgica e oferecer OpenOffice, MySQL e Firefox como solução de Automação Industrial. O empresário vai querer ERP nos escritórios e acesso às interfaces dos seus aparelhos nos laboratórios e no chão de fábrica. E ainda não esbarrei com nenhum dos voluntariosos desenvolvedores para Linux que estivessem dispostos a interfacear um cromatógrafo, uma prensa gráfica ou uma extrusora de plásticos moderna, que plotam dados no prosaico Excel. Nada mais besta, mas enquanto a turma do "desenvolvimento colaborativo" patina - ou roda feito um peru - o empresário procura o que já existe e funciona (tempo é dinheiro, acreditem).



Postado por _@201.43.xx.xxx em 04/06/2007 00h22min:
"Esse ser ganancioso e sem coração que não admite que uma só linha do seu projeto seja utilizada para o bem da humanidade sem faturar algo com isso."
Acho que eu não fui suficientemente claro. Não estou pedindo uma só linha do código sujo da Microsoft ou do desenvolvedor Microsoft. Só quero documentação e adesão aos padrões (por parte da Microsoft). Curiosamente, software escrito em ferramentas de desenvolvimento Microsoft em geral não podem ser portadas (pelo menos não sem um grande esforço e perda de investimento). Curiosamente, software escrito para Linux (mesmo o proprietário distribuído apenas em forma binária) roda tranqüilamente em FreeBSD. Será que você pode explicar esse fato sem citar práticas anti-competitivas?

"Estou falando de situações reais. Vá à loja de auto-peças do seu bairro e pergunte pro dono se ele já ouviu falar de "Get the Facts". Depois pergunte se ele já ouviu falar de Microsiga, por exemplo."
Desculpe, eu não me lembro de ter citado o mercado de software ERP. Mas o exemplo que você citou foi bom, dá o que pensar: por que Microsiga não é multiplataforma? Porque a empresa não se deu ao trabalho de portar. Por que ela não se deu ao trabalho? Porque deve ser muito trabalhoso e não vale à pena. Por que é muito trabalhoso? Bingo. (dica: porque Windows não segue padrão algum; não há documentação das APIs, formatos de arquivo e protocolos; código para Windows é muito pouco portável - e não vá me dizer que esses motivos são culpa da comunidade do software livre).

"E não dependo de "monopólio" da Microsoft para oferecer a minha parte. Bastaram 17 anos de bons serviços prestados."
Novamente eu devo não ter sido claro o suficiente. Diga-me uma coisa: nesses 17 anos você deve ter estabelecido uma base de usuários razoável, não é? Isso implica adoção e consequentemente software de melhor qualidade. Talvez isso ajude você a entender o ciclo vicioso em questão, que EXISTE e É FATO.

"Em minha terra falamos que algo "patina" quando se esforça, esforça, tenta, tenta, mas não progride como deve, não sai muito do lugar. Também poderia ser "rodando feito um peru"."
Engraçado, a qualidade do software livre em geral tem melhorado constantemente, então não entendo porque você afirma que o Linux tem "patinado".

"Correto seria dizer que não há equipamento industrial com interface manipulável por PC que adote o Linux como seu SO - nem mesmo como opção."
Porque a droga da interface não está documentada.
(apesar de que a sua assertiva de que não há equipamento industrial usável em Linux é questionável, mas eu não vou nem entrar no mérito da questão).

"E ainda não esbarrei com nenhum dos voluntariosos desenvolvedores para Linux que estivessem dispostos a interfacear um cromatógrafo, uma prensa gráfica ou uma extrusora de plásticos moderna, que plotam dados no prosaico Excel."
Estar dispostos todos estamos, só não temos aquilo que precisamos: documentação.



Postado por Max, o Fiscal@200.206.xxx.xxx em 04/06/2007 18h25min:
"...ferramentas de desenvolvimento Microsoft em geral não podem ser portadas" ... "Curiosamente, software escrito para Linux" ... "roda tranqüilamente em FreeBSD. Será que você pode explicar esse fato sem citar práticas anti-competitivas?"

Também acho que não fui muito claro: minha preocupação maior é em satisfazer meus clientes, cativá-los, fidelizá-los e mantê-los sempre à frente não dos meus concorrentes, mas dos concorrentes deles. Minha meta é fazer bem o meu trabalho a ponto do meu cliente dispensar qualquer outra alternativa, por saber que o "conjunto da obra" (da minha obra) é a melhor alternativa que ele tem à disposição.

Então acho que discutir o "modus operandi" da Microsoft - e o contraponto das maravilhas do desenvolvimento colaborativo - vai nos levar apenas ao campo das conjecturas, ao exercício do "se": se a Microsoft liberasse suas bibliotecas; se os fabricantes de hardware se preocupassem com compatibilidade com um SO ainda pouco utilizado e que tem verdadeiro asco por padronização; se os estrategistas do SL repensassem suas atitudes em prol do desenvolvedor e de ferramentas de desenvolvimento realmente profissionais. Bom, dá pra resumir esse jogo do "se" na eterna lista de lamúrias que os admiradores do SL repetem à exaustão - e que você expôs parcialmente até agora.

E não nos esqueçamos do argumento da exploração. Tanto empresário doido pra ser explorado "me explorem pelo amor de Deus!!!" porque vive caindo na mão de empresas ruins, de soluções horríveis com lay-out bonitinho ou nem isso.

Enfim, se esticarmos a manchete até não poder mais, podemos até cair nesse baixo-astral do "a culpa é da Microsoft", mas vou voltar ao tema: empresa grande usa mais Linux do que empresa pequena. E levantei minhas hipóteses sobre isso. Repito que solução para empresa não é OO + Firefox + MySQL. Tá faltando algo, e não é biblioteca nem "get the facts": falta gente pra desenvolver soluções SL personalizadas pra empresa. Falta isso? Não deixam aquilo? Quem coordena as estratégias do SL não se preocupa com isso? Ou - me parece o mais provável - a preocupação maior é em arrebanhar o máximo de usuários possível nesta "primeira leva", nem que seja apenas "gamers" e universitários à procura de novidade - criando um círculo vicioso que afugenta o empresariado?

O SL para negócios no Brasil patina, roda feito peru. Trabalhar com SL é traduzir joguinho, escrever livrinho, dar palestra pra iniciante, dar suporte pra VoIP, "criar" um novo pacote do Linux e dar um nome tupiniquim pra ele...



Postado por _@201.43.xxx.xxx em 04/06/2007 18h52min:
Você não entendeu as necessidades da comunidade do software livre para que haja "gente pra desenvolver soluções SL personalizadas pra empresa".

"se a Microsoft liberasse suas bibliotecas"
A Microsoft não precisa e nem deve liberar suas bibliotecas. Como eu disse antes, não podemos obrigá-la a fazer isso, e nem queremos que ela o faça. Queremos apenas a documentação. É nosso direito e é dever da Microsoft provê-la. Em outras indústrias, as fabricantes são obrigadas por lei a fornecer ao consumidor as informações necessárias para usar e manter o produto. Na indústria da computação não deve ser diferente.

"se os fabricantes de hardware se preocupassem com compatibilidade com um SO ainda pouco utilizado"
Não precisam se preocupar. Só precisam liberar a documentação. Novamente, isso é nosso direito e dever deles. Eles nos dão a documentação e nós nos preocupamos com compatibilidade.

"e que tem verdadeiro asco por padronização"
Acho que não entendi muito bem, poderia explicar por favor? Como eu demonstrei anteriormente, o SO que foge dos padrões independentes e interoperáveis é o Windows, que reinventa a roda e cria seus próprios padrões. Por que software Windows não roda em Linux, mas software BSD roda? Por que todos os SOs usam um subsistema de rede TCP/IP e o Windows usa NBF?

"se os estrategistas do SL repensassem suas atitudes em prol do desenvolvedor e de ferramentas de desenvolvimento realmente profissionais"
Ferramenta de desenvolvimento não é o que falta. O que falta são desenvolvedores. O próprio software livre é a prova disso, haja vista que o software livre é desenvolvido em software livre. Não há fundamento para tal assertiva.

"Ou - me parece o mais provável - a preocupação maior é em arrebanhar o máximo de usuários possível nesta "primeira leva", nem que seja apenas "gamers" e universitários à procura de novidade - criando um círculo vicioso que afugenta o empresariado?"
A preocupação é em criar software de qualidade. Ponto. A propósito, que eu saiba há muito mais usuários empresariais de Linux do que gamers. Você novamente não está fundamentado em fatos, e sim na sua visão distorcida da realidade. Não é o Linux que vem tomando espaço do Unix proprietário nas estações de CAD/CAM, nos servidores de rede e nos mainframes? Você conhece alguém que joga video-game numa estação SGI, ou num servidor de internet multi-processado, ou num VAX?

"O SL para negócios no Brasil patina, roda feito peru. Trabalhar com SL é traduzir joguinho, escrever livrinho, dar palestra pra iniciante, dar suporte pra VoIP, "criar" um novo pacote do Linux e dar um nome tupiniquim pra ele..."
Como você mesmo disse, por culpa da Microsoft. Não por culpa dos estrategistas do software livre, e sim por culpa de um monopólio que barra a concorrência e inovação tecnológica. Ponto final



Postado por Max, o Fiscal@200.206.xxx.xxx em 04/06/2007 19h31min:
"A Microsoft não precisa e nem deve liberar suas bibliotecas"

Eu também não preciso ficar me lamuriando. A discussão deveria ser sobre o empresariado brasileiro - e em especial o micro/pequeno empresário, que não tem software livre que valha o risco. Citar mainframes e servidores de rede não traduzem necessidades banais como uma frente de caixa, um TEF ou tosquíssimos plotters para gráficos de temperatura de fornos ou picos de composição química de cromatógrafos que são descarregados em Excel mas que poderiam ser capturados direto da porta paralela ou serial e manipulados por uma ferramenta livre qualquer, bastando que o desenvolvedor se interessasse mais em fazer isso do que em traduzir joguinho ou dar suporte pra servidor - que é, convenhamos, um grande desperdício de massa encefálica.

É esse o ponto. As grandes empresas usam todo o aparato à sua disposição, contratam equipe de desenvolvedores e montam o seu pacote. Se as Casas Bahia montaram frente de caixa, controle de estoque, financeiro e todo o resto com SL então há condições de se colocar isso no mercado. Há sim - e o caso dos grandes magazines prova isso - condições de se montar automação comercial com SL, sem o chororô do monopólio da MS e suas táticas cruéis que não nos deixa trabalhar. Sinceramente, essa história de "não me dão condições de trabalho" é uma bela de uma desculpa, e quero passar bem longe dela. E outra desculpa sofrível é essa de querer fazer apenas o software perfeito, pra encobrir a falta de projetos completos em SL no comércio e na indústria: os IDEs livres são amadores, e para amadores, pro desenvolvedor que faz "bico". Uma equipe que quer colocar nem que seja uma tela no cliente em SL, e tem metas e prazos para cumprir como todo profissional que se preze, não se arrisca com as 200 mil ferramentas livres que já criaram por aí. Como você disse, ferramenta não falta, falta é desenvolvedor. E completaria assim: falta desenvolvedor talentoso disposto a abraçar a "filosofia".



Postado por _@201.43.xxx.xxx em 04/06/2007 23h47min:
"Eu também não preciso ficar me lamuriando."
Nem eu. Mas não vou cruzar os braços perante o que está errado.

"bastando que o desenvolvedor se interessasse mais em fazer isso do que em traduzir joguinho ou dar suporte pra servidor - que é, convenhamos, um grande desperdício de massa encefálica."
Se não adianta apresentar os fatos pra você, então vou partir para outra abordagem: por que você não tenta? E daí você vai descobrir a dificuldade que nós temos e vai ver que "não me dão condições de trabalho" não é desculpa nenhuma, é fato.

"os IDEs livres são amadores"
Essa é apenas sua opinião pessoal, e uma afirmação que você não tem como sustentar.

"E completaria assim: falta desenvolvedor talentoso disposto a abraçar a "filosofia"."
Talvez fosse melhor dizer que falta desenvolvedores como você deixarem de lado o preconceito.



Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 05/06/2007 03h29min:
Desculpa a pausa pro sono.

"Por que você não tenta?" Pra não perder meu tempo. Quando e "SE" surgir uma ferramenta livre que não jogue meus custos de produção lá no espaço, que seja segura, gere executável rápido, bem documentada, estável e voltada para o ambiente corporativo e que - principalmente - não seja carregada de ingerências sobre as minhas estratégias de venda, então eu a coloco pra rodar. Antes eu até testava, lia um pouco, mas de uns dois anos pra cá não deu mais tempo pra brincar. Conto com os colegas, inclusive meus funcionários, pra monitorar o setor, mas até agora sem novidade. E continuo sustentando minha opinião - por falta de uma melhor: os IDEs livres são amadores.

"Talvez fosse melhor dizer que falta desenvolvedores como você deixarem de lado o preconceito". Estranho, mas estava pensando justamente nisso enquanto abria essa página. Preconceito é opinião formada sem conhecimento adequado do assunto, né? Volta e meia somos acusados de ter preconceito contra o Linux, ou de ter "medo do novo". Depois de assistir há quinze anos atrás (!) ao nascimento do Linux como "o SO feito para homens", e ao abandono dessa estratégia que só atraía garotos meio desocupados; e ao novo slogan de "SO fácil de usar" que assustou a própria comunidade ao assistirem à transmutação de seu querido Linux num SO bonitão, feito pra jogar e assistir a vídeos da net e com pequenas "concessões" no quesito segurança pra deixá-lo parecido com o SO dominante e atrair mais usuários; e ao novo slogan de "SO alternativo ao monopólio da gigante de Redmond" e aos apelidos boçais com que a comunidade trata o "rwindows" e o "gaytes", como se destratar seu "inimigo" fosse agora a última cartada, a única alternativa que sobrou - pois, ai de mim ter que trabalhar para derrubar aquele império de bilhões!

Enfim, depois de acompanhar os caminhos que trouxeram o Linux até aqui - e de roldão os SL feitos pra ele - posso afirmar que não há "novo" pelo qual ter medo; e não é preconceito: são anos de janela acompanhando a patinação do pinguim. Virou conceito, para mim e pra muita gente boa. Declino do convite a participar dessa bagunça: sinceramente não tenho tempo. Mas continuo acompanhando o desenvolvimento (?) do SL. Em hora oportuna - se ela um dia finalmente chegar - talvez eu vislumbre lucro com desenvolvimento de softwares livres(odeio ser palestrante e não me vejo como empacotador de "distros") e faça algo "pela comunidade".




Postado por Max, o Fiscal@201.1.xxx.xx em 05/06/2007 03h29min:
E já que me convidou, faço um convite a todos: divulguem os aplicativos de automação comercial e industrial produzidos sob SL aqui no Brasil (desculpem os colegas de além-mar, mas os aplicativos dessa área têm que ser feitos no Brasil mesmo, pois nossa Legislação Tributária nas três esferas - municipal, estadual e federal - muda pelo menos 2 vezes por semana). Não precisam me mostrar um Java que eu vi rodando na r. Sta Ifigenia-SP se não me engano na Trancham: aquilo sim é maltratar cliente. Talvez não seja SL, e tomara que não seja - pra ninguém usar aquele código, nunca mais.



Postado por _@201.68.xxx.xxx em 05/06/2007 08h46min:
Como você mesmo falou, outros conseguem. Não sei porque você não consegue então. Talvez seja inépcia. Ou talvez eu e todos os outros que lucram com software livre estejamos num mundo paralelo.



Postado por Max, o Fiscal@200.168.xxx.xxx em 05/06/2007 09h49min:
Isso, outros conseguem. Nisso concordamos. Fazem automação comercial com SL para magazines mas não divulgam os fontes, como preconiza a "filosofia". Mas eles são grandes, e fazem uma boa propaganda pró-SL, né? Uma brecha, um "jeitinho" aqui e ali parecem estar sendo bem aceitos pela comunidade.

Eu também concordo com minha inaptidão para embarcar nesse mundo paralelo. Pelo menos enquanto ele não conseguir sustentar a mim e à minha empresa com desenvolvimento de softwares para micros, pequenos e médios.



Postado por _@201.27.xxx.xxx em 05/06/2007 11h19min:
Bom, então aí está: o Linux não conta com apenas OpenOffice.org, MySQL e Firefox. Nem que a solução não seja livre, mas ela existe.

Provavelmente não é livre porque há empresas por trás conseguindo documentação facilmente através de NDAs e, mesmo que quisessem, não poderiam liberar o código.

A comunidade por sua vez não consegue a documentação, por isso ela fica mais ocupada "traduzindo joguinho" e "dando suporte pra servidor".



Postado por Max Job@200.161.xxx.xxx em 05/06/2007 15h05min:
"_":

Deixe de ser cabeça dura e mente fechada.

Linux é bom, software livre é bom. Isso ninguém discute.
Agora ficar 'teimando' que nem criança birrenta num dá, há pontos falhos que o SL ainda não abrange.

Se é questão de tempo ou não, só o tempo dirá.



Postado por _@201.43.x.xxx em 05/06/2007 18h50min:
Se você não tiver nada bom para adicionar à discussão faça a gentileza de se abster dela. Frases de efeito e ofensas pessoais não têm absolutamente valor nenhum para mim.

Você nem sequer se deu ao trabalho de ler a discussão antes de comentar. O Max claramente questionou se Linux e software livre são bons, isso se percebe facilmente (estou apenas apontando como você falou besteira, não reclamando de nada). Eu, por outro lado, em nenhum momento disse que o SL abrange tudo. Pelo contrário, eu expus os porquês dele não abranger tudo, e se há algum "cabeça dura" e "mente fechada" aqui é qualquer um que não queira aceitar essa realidade (você por exemplo).

E pra completar, você termina sua intervenção com uma pérola risível: "Se é questão de tempo ou não, só o tempo dirá". MAS É ÓBVIO, NÃO É?

Após perder tal oportunidade de permanecer calado, tente não passar mais vergonha, tá?



Postado por Max Job@200.161.xxx.xx em 06/06/2007 08h34min:
Li sim todos os comentários, e vejo o de sempre:

Você defendendo xiitamente tudo que se refere a SL/Linux e discordando de todos que em algum ponto não concordam com as colocações tanto das notícias quanto dos comentários.

É como se um ponto fraco no SL/Linux fosse pra você algo terrível, que precisa ser escondido ou disfarçado, e enquanto o outro não se cansa da discussão você não para.

Existem soluções livres porcas, mal documentadas, existem distribuições porcas, instáveis, inseguras, e por aí vai.

Ficar discutindo o sexo dos anjos não levará a nada.

Se por um lado temos o WHG pra encher o saco, do outro temos você para corresponder à altura.

Ps.: Se você não entendeu o trocadilho, a brincadeira, paciência.



Postado por sardinha@213.22.xx.xx em 06/06/2007 10h54min:
Bem pensava que os trolls tinham ido pastar vacas para outro lado mas pelos vistos nao lol, bem vindo de volta Max Job :þ



Postado por _@201.68.xx.x em 06/06/2007 19h34min:
Haha! Pelo visto quem tem fama de troll é você. Não precisava nem responder seu comentário, mas mesmo assim far-lhe-ei este favor:

"Você defendendo xiitamente tudo que se refere a SL/Linux e discordando de todos que em algum ponto não concordam com as colocações tanto das notícias quanto dos comentários."
É só ler a discussão e fica claro que não é bem assim.

"É como se um ponto fraco no SL/Linux fosse pra você algo terrível, que precisa ser escondido ou disfarçado, e enquanto o outro não se cansa da discussão você não para."
Pelo contrário, os pontos fracos precisam ser evidenciados para serem melhorados.

"Existem soluções livres porcas, mal documentadas, existem distribuições porcas, instáveis, inseguras, e por aí vai."
Do mesmo jeito que existe software livre bom e software livre ruim, existe software proprietário bom e software proprietário ruim. A diferença é que com software livre nós podemos consertar. Por isso software livre é em geral de melhor qualidade. No início, o próprio kernel Linux era muito porco, mal documentado, instável e inseguro.

"Ficar discutindo o sexo dos anjos não levará a nada."
LOL

"Ps.: Se você não entendeu o trocadilho, a brincadeira, paciência."
Então paciência.



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