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3 de novembro de 2026

openSUSE Leap 16.1 integra modo imutável e descontinua Leap Micro

Fonte: MuyLinux

O openSUSE lançou a versão 16.1 do Leap, sua distribuição comunitária regular (com versões pontuais, diferente de outras como Tumbleweed que recebem atualizações contínuas). A novidade principal é a integração do openSUSE Leap Micro — até então um produto separado — através de um novo modo imutável disponível no instalador. Com isso, não haverá mais versões Leap Micro 6.3 ou 7.0; usuários migram para Leap 16.1 com esse modo ativado. O sistema imutável funciona com sistema de arquivos raiz apenas para leitura, atualizações transacionais que criam instantâneos a cada atualização (permitindo reverter se algo falhar), e software adicional rodando em contêineres via Podman ou Distrobox.

No geral, Leap 16.1 traz o kernel Linux 6.12 LTS e systemd 257 (mantendo versão do ano anterior com correções de segurança), além de atualizações em componentes como o instalador Agama, Mesa 26, QEMU 11.0, libvirt 12.4, Podman 5.8, Python 3.14, KDE Plasma 6.6 com Qt 6.11, e aplicações como LibreOffice 26.2 e GIMP 3.2. Leap 16.1 foi lançado simultaneamente com SUSE Linux Enterprise Server 16.1 (sua versão empresarial), mantendo compatibilidade de código e binários. A distribuição continua exigindo processadores x86-64-v2, SELinux por padrão e suporte 32 bits desativado inicialmente.

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3 de novembro de 2026

Affinity, concorrente do Adobe, está em desenvolvimento para Linux

Fonte: OMG! Ubuntu

A Canva anunciou que sua ferramenta de design Affinity está em desenvolvimento ativo para Linux. A empresa respondeu a usuários no X (antigo Twitter) confirmando o trabalho, mas ainda não revelou previsão de lançamento. Affinity é um aplicativo gratuito (mas não de código aberto) que oferece ilustração vetorial, edição de imagens raster, processamento de fotos e diagramação — um concorrente direto dos softwares pagos Adobe Photoshop, Illustrator e InDesign. Atualmente está disponível apenas para Windows, macOS e iPadOS.

Para usuários Linux em busca de alternativas profissionais ao Adobe, essa é uma boa notícia, ainda que a espera continue em aberto.

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3 de novembro de 2026

IA no kernel Linux, Defender da Microsoft e outros destaques de outubro

Fonte: Phoronix

Outubro foi mês de lançamentos importantes: Linux 7.3, Ubuntu 26.10 e KDE Plasma 6.8, além de diversos outros projetos de software livre. A crescente adoção de inteligência artificial e grandes modelos de linguagem no desenvolvimento do kernel Linux também gerou discussões relevantes na comunidade.

O destaque surpresa do mês foi o anúncio de que a Microsoft está trazendo seu antivírus Defender para o desktop Linux — um sinal de como a empresa tem mudado sua postura frente ao ecossistema open-source nos últimos anos.

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3 de novembro de 2026

KDE ativa NTSYNC por padrão para melhorar jogos com Wine e Proton

Fonte: Linuxiac

A atualização de outubro do KDE Plasma (ambiente de desktop do Linux) ativa o NTSYNC por padrão, uma tecnologia que melhora a compatibilidade de jogos do Windows rodando através do Wine (camada de compatibilidade) e Proton (versão do Wine otimizada para o Steam). A mudança busca simplificar a experiência dos gamers, eliminando a necessidade de ativar manualmente esse recurso.

Além disso, a atualização corrige problemas no instalador e traz outros refinamentos gerais no ambiente.

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3 de novembro de 2026

Linux Mint 27 traz de volta modo hibernação para notebooks

Fonte: OMG! Ubuntu

A próxima versão do Linux Mint, prevista para dezembro, vai restaurar o suporte a hibernação — permitindo fechar o notebook no meio de uma sessão sem risco de perder dados quando a bateria acaba. O recurso será configurável através de uma nova página de Modos de Sono na ferramenta de Administração do Sistema.

Atualmente, o Linux Mint só oferece suspensão quando você fecha a tampa do notebook: o dispositivo fica em standby consumindo energia lentamente. Se a bateria se esgota durante a suspensão, a sessão é perdida — resultado que os desenvolvedores consideram pior que um desligamento normal. Com a hibernação, todo o conteúdo da memória é gravado no disco e o notebook desliga completamente, preservando exatamente o estado em que foi deixado.

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2 de novembro de 2026

Projeto Tyr atinge marco ao integrar Rust no gerenciamento de memória de drivers GPU do kernel Linux

Fonte: Linux Today

O Tyr, projeto que trabalha em suporte a Rust no kernel Linux, conseguiu inicializar a unidade de controle da GPU Arm Mali-G610 usando abstrações de gerenciamento de memória para drivers gráficos escritas em Rust que já estão integradas ao kernel oficial. O feito representa progresso importante na infraestrutura que futuros drivers de GPU em Rust dependerão.

O trabalho ajuda a estabelecer as bases para que linguagem Rust — conhecida por oferecer segurança de memória sem sacrificar performance — se torne viável para componentes críticos do kernel responsáveis por gerenciar acesso a hardware gráfico.

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2 de novembro de 2026

SUSE demite 10% dos funcionários por automação e IA

Fonte: The Register

A SUSE, distribuidora Linux comercial de código aberto, vai cortar aproximadamente 10% de sua força de trabalho de 1.900 pessoas. O anúncio foi feito pelo CEO Dirk-Peter van Leeuwen em comunicado interno na segunda-feira, justificando a redução como necessária para adaptar a empresa às mudanças trazidas por automação e inteligência artificial. Van Leeuwen, que chegou à SUSE em março de 2023 vindo da Red Hat, afirmou que a empresa precisa reimaginar seu funcionamento, investindo em áreas prioritárias enquanto deprioritiza outras — e que algumas funções tiveram sua necessidade "drasticamente reduzida" com essas tecnologias.

Os funcionários afetados serão notificados até 4 de novembro. A SUSE, atualmente de propriedade da empresa sueca de investimentos EQT, já tinha tentado redução voluntária de pessoal em setembro, mas agora segue com demissões involuntárias. A empresa opera em um contexto comercial instável: EQT a havia comprado por 2,5 bilhões de dólares em 2018, a colocou na bolsa de Frankfurt em 2021, a tornou privada novamente em 2023, e em março deste ano chegou a considerar vendê-la.

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2 de novembro de 2026

Linux 7.4-rc1 chega com recorde de 19.671 mudanças e nova rota iomap no ext4

Fonte: Ubunlog

A primeira candidata do Linux 7.4 foi anunciada com um volume recorde de mudanças na janela de integração: 19.671 alterações, superando o anterior máximo de 16.267 do Linux 7.3. Parte desse aumento está ligada à atividade de ferramentas de inteligência artificial e modelos de linguagem gerando relatórios de falhas e correções, o que representa uma carga extra para quem revisa e mantém o código. Embora o número alto reflita atividade intensa, ele não mede por si só a qualidade do software.

O Linux 7.4-rc1 também traz uma nova rota iomap opcional para o ext4 (sistema de ficheiros padrão do Linux). Ativada pela opção de montagem buffered_iomap e desativada por padrão, ela melhora significativamente o desempenho em certos cenários de escrita — chegando a 105% mais rápida em escrituras de 1 MiB sem cache — mas oferece ganhos menores ou até piora em outros casos, como escrituras de 1 KiB com sincronização após cada operação. A nova rota não funciona com alguns recursos como desfragmentação em linha, cifrado (fscrypt) ou modo data=journal, revertendo à rota tradicional quando encontra essas limitações.

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2 de novembro de 2026

França aprova imposto por gigabyte que ameaça atingir VLC e outras empresas

Fonte: It's FOSS News

A Assembleia Nacional Francesa votou a favor de um novo imposto sobre dados que cobraria €0,055 (5,5 centavos de euro) por gigabyte entregue a usuários de provedores de internet franceses. O objetivo declarado era fazer gigantes da tecnologia como Netflix, Google e Meta pagarem mais, mas a lei foi redigida de forma tão ampla que também atinge projetos de código aberto sem fins lucrativos. VideoLAN, a organização francesa por trás do VLC (reprodutor multimídia livre), protestou que pagaria mais de €1 milhão por ano com o imposto, mesmo com os limites de €0,055 por gigabyte — valor significativamente maior do que qualquer receita que o projeto gera.

O problema é que a lei não faz distinção entre serviços pagos e gratuitos, nem entre grandes corporações e projetos comunitários. Até empresas francesas como OVHcloud estariam expostas a custos anuais na casa de dezenas de milhões de euros. Especialistas temem que, como aconteceu com o GDPR, essa medida abra precedentes em toda a Europa, e que o consumidor final acabe pagando a conta quando empresas como Netflix repassarem custos às assinaturas.

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2 de novembro de 2026

Piloto dinamarquês com Collabora não foi a substituição do Microsoft que pareceu ser

Fonte: It's FOSS

A Collabora, empresa que oferece uma suíte de produtividade de código aberto, publicou sua versão dos fatos sobre um piloto no ministério dinamarquês da digitalização que havia sido noticiado como uma migração em massa para longe do Microsoft Office. Na prática, foi bem menor: um teste voluntário que começou em junho de 2025 com funcionários de um único departamento usando Collabora em vez de Word, Excel e PowerPoint. O ministério sempre descreveu como piloto e deixou claro desde o início que não havia decisão de desativar Microsoft ou substituir Windows por Linux.

O projeto enfrentou problemas técnicos — documentos de outras agências governamentais abriam em branco, rastreamento de alterações era difícil, espaçamento de linhas ficava estranho — mas Collabora argumenta que eram questões normais de um piloto e que seus engenheiros resolveram os chamados. O que de fato interrompeu o teste foi uma reorganização ministerial em junho de 2025 que extinguiu o ministério da digitalização como entidade separada, deixando o piloto sem "casa" institucional antes que fosse avaliado adequadamente. A eleição de fevereiro e a formação de novo governo em junho complicaram ainda mais. Hoje, o staff não usa mais Collabora e não há planos para continuar — embora a experiência siga em conversas com outras autoridades dinamarquesas e a empresa cBrain, responsável pelos sistemas de gestão de documentos do governo.

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2 de novembro de 2026

Photon Studio: editor de imagens robusto e gratuito chega como alternativa ao Photoshop no Linux

Fonte: Diolinux

O Photon Studio, desenvolvido pelo estúdio independente Tenzen, é um editor de imagens gratuito e multiplataforma (Linux, Windows e macOS) que promete preencher a histórica lacuna deixada pela ausência de uma versão nativa do Photoshop para Linux. O software roda completamente offline, não exige contas ou assinaturas, e suporta nativamente o formato PSD da Adobe, preservando camadas, estilos complexos e objetos inteligentes. Testes práticos com designers profissionais confirmam que oferece fluxo de trabalho familiar aos usuários de Photoshop, com ferramentas de seleção, transformação livre e efeitos de camada em paridade com o padrão da indústria.

O projeto foi desenvolvido por um único programador com auxílio intensivo de inteligência artificial generativa (investimento de cerca de dois mil dólares em créditos GPT Astra), demonstrando como ferramentas de IA podem acelerar engenharia real quando aplicadas por desenvolvedores experientes — decodificar especificações binárias PSD, implementar motores de rasterização vetorial e gerenciar árvores hierárquicas de camadas são tarefas complexas, não triviais. O surgimento do Photon Studio reflete uma transformação maior: profissionais cansados de esperar por suporte oficial da Adobe ou melhorias em ferramentas tradicionais como o GIMP agora criam suas próprias soluções, um movimento que inclui também projetos como o ArtCraft (suíte em Rust com PhotoCraft e FilmCraft).

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1 de novembro de 2026

Malware na Hugging Face compromete GPUs em servidores Linux

Fonte: SempreUpdate

Pesquisadores descobriram uma campanha maliciosa na Hugging Face, plataforma onde desenvolvedores compartilham modelos de inteligência artificial. Os atacantes publicaram modelos falsos que, ao serem carregados com a opção trust_remote_code=True (recurso legítimo da biblioteca Transformers que permite executar código Python customizado), instalam mineradores de criptomoedas e backdoors em servidores Linux. A investigação identificou 31 repositórios maliciosos distribuídos por sete contas, acumulando mais de 32 mil downloads. Os ataques visam ambientes de inferência auto-hospedados como Xinference e GPUStack, usados em desenvolvimento, pesquisa e infraestrutura corporativa.

O perigo não está nos pesos do modelo de IA, mas no código Python que o acompanha. Os atacantes aproveitam a confiança dos usuários ao baixarem modelos sem verificar a procedência, disfarçando repositórios maliciosos como checkpoints legítimos da família Qwen2. Depois de executado, o malware camufla o minerador com nomes que imitam processos legítimos do sistema e implementa mecanismos para reiniciar caso seja encerrado. A remoção de alguns repositórios não parou a operação: novas contas e publicações surgiram em dias, mostrando que bloquear arquivos individuais é insuficiente para conter a ameaça.

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